A história de uma mulher que passou mais de um ano sendo tratada como uma adolescente de 12 anos terminou com uma condenação na Justiça de Santa Catarina. Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, foi considerada culpada por estelionato e falsa identidade após criar uma identidade falsa e ser acolhida por uma família de Joinville.
A pena aplicada é de dois anos, quatro meses e 28 dias, com início em regime semiaberto. A Justiça também decidiu manter a prisão preventiva e não permitiu que Amanda aguarde o julgamento de eventual recurso em liberdade.
De acordo com a sentença, a fraude teve consequência financeira para a família, que teria assumido integralmente os custos de manutenção da mulher enquanto acreditava estar cuidando de uma adolescente.
O caso tramita em segredo de Justiça. A defesa informou que pretende contestar a decisão.
Como a história começou
Antes de ser acolhida pela família, Amanda teria procurado um pastor em Joinville. Na ocasião, afirmou se chamar Gabriele e contou uma história segundo a qual teria deixado o Pará para fugir de situações de maus-tratos.
A mulher teria sustentado a identidade criada por meio de diferentes comportamentos e alegações. Entre elas estavam a afirmação de que era autista e a simulação de hábitos considerados infantis.
A estratégia fez com que uma família acreditasse que estava diante de uma menina de 12 anos e decidisse recebê-la em casa.
A convivência durou aproximadamente 14 meses. Nesse período, os familiares chegaram a comemorar o aniversário que acreditavam ser de uma adolescente e passaram a considerar a possibilidade de adotá-la.
Descoberta e prisão
A farsa acabou sendo descoberta depois que um parente da família levou o caso às autoridades. Com o avanço da apuração, a verdadeira identidade da mulher veio à tona.
A Justiça catarinense decretou a prisão preventiva em 3 de junho, e Amanda foi presa posteriormente em Joinville.
Na decisão que resultou na condenação, o Judiciário também considerou os impactos emocionais provocados pela descoberta da fraude e o vínculo criado entre a mulher e os integrantes da família durante o período de convivência.








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