Moradores da Rua Vereador Heitor Ramos, no bairro Araçatuba, em Imbituba, voltaram a denunciar o descarte irregular de resíduos em um terreno baldio que vem sendo alvo de reportagens desde o final de janeiro.
Desta vez, o caso ganha um novo e mais sensível desdobramento: registros recentes indicam que materiais recolhidos durante serviços de manutenção urbana teriam sido novamente depositados no local — prática que, segundo os moradores, contribui diretamente para a continuidade do problema.
A denúncia foi acompanhada de vídeo, no qual uma moradora relata que, após a passagem de máquinas realizando melhorias na via, os resíduos retirados foram descartados no próprio terreno.
“Arrumaram a rua, deixaram tudo bonito. Mas o lixo jogaram onde? No terreno baldio”, afirma.
Um problema recorrente desde janeiro
O caso não é isolado. Desde o dia 27 de janeiro, o terreno em frente à Pousada Moradas do Sol vem sendo tema de uma série de reportagens do Jornal Popular Catarinense, após moradores denunciarem o acúmulo de lixo, entulho e alagamentos frequentes.
Na ocasião, imagens e relatos já apontavam riscos à saúde pública, com presença de água parada, resíduos orgânicos e possibilidade de proliferação de pragas urbanas.
Após a primeira publicação, houve uma intervenção da Prefeitura. No entanto, a limpeza foi considerada parcial pela comunidade e não incluiu medidas estruturais para impedir novos descartes.
Ciclo de limpeza e reincidência
Nas semanas seguintes, novas denúncias confirmaram o retorno do problema. O terreno voltou a acumular resíduos pouco tempo após a limpeza, evidenciando a ausência de fiscalização contínua e de ações preventivas, como cercamento, sinalização ou monitoramento.
A repetição do cenário consolidou a percepção entre moradores de que as ações realizadas foram paliativas, sem impacto duradouro.
Agora, com a nova denúncia, o caso avança para um ponto ainda mais crítico: a suspeita de que o próprio serviço público esteja contribuindo para a manutenção do problema.
Impacto sanitário e responsabilidade pública
O acúmulo de resíduos em área urbana, especialmente associado à presença de água parada, representa risco direto à saúde coletiva. Locais nessas condições favorecem a proliferação de mosquitos, roedores e outros vetores de doenças.
Além disso, o descarte irregular de resíduos — independentemente de sua origem — configura infração ambiental e deve ser objeto de fiscalização e responsabilização.
Quando há indícios de participação de agentes ou serviços vinculados ao poder público, a situação exige ainda mais rigor na apuração.
Cobrança por esclarecimentos
Diante da reincidência do problema e da nova denúncia, moradores voltam a cobrar respostas objetivas do Executivo municipal:
Há orientação técnica sobre o destino correto dos resíduos recolhidos em serviços urbanos?
O terreno em questão está sendo utilizado como ponto irregular de descarte?
Houve autorização para o depósito de material no local?
Quais medidas serão adotadas para interromper definitivamente esse ciclo?
Existe fiscalização ativa na região?
Espaço aberto para manifestação
A reportagem mantém espaço aberto para manifestação oficial da Prefeitura de Imbituba, bem como das secretarias e órgãos competentes, para esclarecimento dos fatos e apresentação de medidas concretas.








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