Roda de conversa em Imbituba mobiliza adolescentes no combate à violência contra mulheres

Alunos do ensino médio da EEB Engenheiro Álvaro Catão participaram, nos dias 16 e 17 de março de 2026, de uma roda de conversa voltada à conscientização sobre a violência contra meninas e mulheres. A atividade integrou a programação do Mês da Mulher e trouxe como tema central o enfrentamento à violência por meio da informação e do diálogo.

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Com o lema “informar para proteger”, o encontro foi conduzido pela terapeuta, educadora e palestrante Gisele Bosco, que abordou o tema de forma direta e acessível, promovendo um espaço de escuta e participação ativa dos estudantes.

A proposta foi além de uma palestra tradicional. Em formato de roda de conversa, os alunos foram convidados a refletir sobre comportamentos, compartilhar experiências e compreender as diferentes formas de violência — física, psicológica, moral, patrimonial e sexual.

Durante o encontro, também foi reforçada a importância da denúncia por meio do canal nacional Disque 180, ferramenta essencial de apoio às vítimas.

Um dos pontos centrais da abordagem foi a construção histórica da desigualdade de gênero. A palestrante destacou que, ao longo do tempo, mulheres foram colocadas em posições de inferioridade, privadas de direitos e frequentemente deslegitimadas. Apesar dos avanços conquistados, a realidade ainda exige atenção.

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“Mesmo hoje, ainda existem casos de violência motivados simplesmente pelo fato de a mulher ser mulher ou por exercer seu direito de dizer ‘não’”, destacou.

A reflexão proposta aos jovens foi clara: interromper ciclos de violência. Aos meninos, o convite foi pensar sobre suas atitudes e o tipo de comportamento que desejam reproduzir no futuro. Às meninas, o alerta foi para reconhecer sinais de abuso e buscar apoio.

A atividade também evidenciou um desafio contemporâneo: embora muitos adolescentes já reconheçam, no discurso, que a violência não deve existir, ainda reproduzem práticas agressivas no cotidiano, inclusive no ambiente escolar.

Diante disso, a palestrante defende que o debate comece cada vez mais cedo.

“Quanto antes essa consciência for construída, maiores são as chances de transformação real”, avalia.

A ação incluiu ainda a exibição de conteúdos educativos sobre machismo e misoginia, além da disponibilização de materiais informativos para alunos, professores e famílias, ampliando o alcance da iniciativa.

Mais do que um evento pontual, a roda de conversa reafirma a importância da educação como ferramenta de transformação social — mostrando que combater a violência exige diálogo, consciência e responsabilidade coletiva.

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