Inmet mantém alerta vermelho: onda de calor extrema atinge Sul do país até sábado

Com temperaturas que podem ficar até 7 °C acima da média histórica, mais de 500 municípios de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná seguem sob alerta vermelho de “grande perigo” emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O aviso permanece válido até sábado (7).

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O Sul do Brasil enfrenta uma sequência de dias marcados por calor intenso e persistente, com máximas que chegam a 40 °C em diversas regiões. O fenômeno é caracterizado como uma onda de calor severa, capaz de provocar impactos diretos na saúde da população.

Regiões mais afetadas

As áreas onde o calor deve ser mais rigoroso incluem o oeste catarinense, o oeste do Rio Grande do Sul e o sudoeste do Paraná. Nessas localidades, os termômetros devem variar entre 36 °C e 40 °C ao longo do dia.

As noites também tendem a ser desconfortáveis. Em muitas cidades, as temperaturas mínimas não devem ficar abaixo dos 22 °C, reduzindo o alívio térmico e aumentando o desgaste físico. O alerta do Inmet cobre uma ampla faixa do território sulista, que vai da Serra Gaúcha ao Norte de Santa Catarina, além do Centro-Sul do Paraná.

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Por que o alerta é de “grande perigo”?

Segundo critérios da Organização Meteorológica Mundial, uma onda de calor é configurada quando as temperaturas permanecem ao menos 5 °C acima da média por cinco dias consecutivos ou mais. No cenário atual, esse limite vem sendo superado.

O fenômeno é provocado por um bloqueio atmosférico, formado por uma massa de ar quente e seco que impede o avanço de frentes frias. Com isso, o calor fica “estacionado” sobre a região, elevando os riscos de desidratação, insolação e agravamento de problemas de saúde, especialmente entre idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.

Um novo padrão climático

A sensação de que ondas de calor estão se tornando mais comuns encontra respaldo científico. Um estudo publicado na revista Science Advances aponta mudanças significativas no comportamento desses eventos nas últimas décadas:

  • Duração maior: desde 1979, as ondas de calor ficaram cerca de 20% mais longas;
  • Mais frequentes: o número de ocorrências aumentou 67% no mesmo período;
  • Abrangência ampliada: os episódios atingem áreas maiores e demoram mais para se dissipar.

Diferente de pesquisas anteriores, o estudo analisou o deslocamento do calor pelos continentes, reforçando que as mudanças climáticas estão tornando esses eventos não apenas mais intensos, mas também mais persistentes.

Orientações à população

Autoridades reforçam a importância de hidratação constante, evitar exposição prolongada ao sol e suspender atividades físicas ao ar livre entre 10h e 16h. Em caso de sintomas como tontura, mal-estar ou fadiga extrema, a recomendação é procurar atendimento médico.

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