O Governo de Santa Catarina já definiu o calendário de pagamento do IPVA 2026. As alíquotas seguem as mesmas praticadas nos últimos anos: 2% para carros e utilitários e 1% para motocicletas, veículos de carga, transporte coletivo e frotas de locadoras.
De acordo com a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), Santa Catarina continua entre os estados com o IPVA mais baixo do país, ficando atrás apenas do Paraná, que reduziu a alíquota para 1,9%.
Nova regra amplia isenção do imposto
A principal mudança para 2026 é a isenção do IPVA para veículos com 20 anos ou mais de fabricação, conforme estabelece a Emenda Constitucional nº 137/2025. Até então, o benefício valia apenas para veículos com 30 anos ou mais.
A nova regra não se aplica a ônibus, micro-ônibus e caminhões. Com a ampliação da isenção, cerca de 950 mil veículos deixarão de pagar o imposto, o que deve gerar uma redução aproximada de R$ 180 milhões na arrecadação estadual.
Outras isenções permanecem
Continuam isentos do IPVA:
- Motocicletas de até 200 cilindradas, desde que não tenham cometido infrações no ano anterior;
- Veículos de pessoas com deficiência ou de seus responsáveis legais;
- Táxis, veículos de bombeiros voluntários, consulados, instituições religiosas, educacionais e de assistência social;
- Partidos políticos, por imunidade constitucional.
Formas de pagamento
O imposto pode ser pago de diferentes maneiras:
- Cota única, até o fim do mês conforme o final da placa;
- Parcelamento em três vezes, sem juros, com a primeira parcela vencendo no dia 10;
- Parcelamento em até 12 vezes no cartão de crédito, com juros e taxas da operadora.
Desde agosto, o pagamento também pode ser feito via PIX, utilizando o QR Code disponível no boleto.
Calendário do IPVA 2026
O vencimento varia conforme o número final da placa, tanto para parcelamento quanto para pagamento em cota única, além do prazo do licenciamento anual.
Previsão de arrecadação
A estimativa do governo estadual é arrecadar cerca de R$ 4,7 bilhões com o IPVA em 2026, o que representa um crescimento de 6% em relação a 2025. Do total arrecadado, 20% são destinados ao Fundeb, e o restante é dividido entre o Estado e os municípios.









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