Moradores do bairro São Tomás relataram, nesta quarta-feira (04), uma situação de risco envolvendo um cachorro que circula nas proximidades do Posto de Saúde local. O animal, segundo moradores, está com a pata quebrada, sente fortes dores e teria mordido ao menos três pessoas — um comportamento que a própria comunidade atribui à reação de defesa, já que o cão estaria sofrendo intensamente.
De acordo com as denúncias, a Prefeitura foi acionada, mas moradores afirmam que receberam como resposta que “não há o que fazer”. O cão, que aparentemente não pertence ao bairro e pode ter sido abandonado, permanece ferido, assustado e vulnerável.
A Polícia Militar foi chamada e esteve no local para conter o animal e garantir a segurança da população. No entanto, os moradores relatam que os policiais esclareceram que não possuem estrutura nem atribuição legal para recolher o cachorro, e que essa responsabilidade é exclusivamente do setor de Bem-Estar Animal da Prefeitura, conforme prevê a legislação.
Uma moradora relatou:
“A polícia disse que não tem o que fazer além de controlar a situação. Eles explicaram que o recolhimento é com a Prefeitura, pelo Bem-Estar Animal.”
Os policiais também teriam explicado que, em um cenário extremo, caso o animal viesse a apresentar um comportamento de agressão grave e iminente, a corporação teria o dever legal de proteger a integridade das pessoas que estiverem em risco.
Nessas situações excepcionais e previstas em protocolo, a neutralização do animal poderia ocorrer como último recurso, o que aumenta ainda mais a urgência para que o Bem-Estar Animal intervenha imediatamente — evitando sofrimento ao cão e risco à população.
A ausência de atuação da Prefeitura diante de um animal ferido, com dor intensa e vulnerável, somada ao risco relatado pelos moradores, é vista como um absurdo e um caso claro de omissão do poder público.
Enquanto isso, o cachorro segue sofrendo, sem atendimento veterinário, e o bairro permanece em alerta.
Moradores cobram uma intervenção imediata, humanitária e responsável, exigindo que o Bem-Estar Animal cumpra seu papel legal: resgatar, tratar e proteger animais feridos ou abandonados, garantindo também a segurança pública.
Até o momento, a Prefeitura não se manifestou.
Enquanto o Bem-Estar Animal não age, a dor do cachorro aumenta, o risco à população cresce e a responsabilidade — que deveria ser pública — segue abandonada na calçada do posto de saúde.
O JPC acompanha o caso de perto e continuará cobrando aquilo que a Prefeitura insiste em negar: responsabilidade, humanidade e gestão.










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