Ação coordenada do Gaeco cumpre mandados em quatro estados e mira grupo extremista acusado de disseminar ódio, apologia ao nazismo e planejar ataques violentos.
Uma grande operação policial, batizada de “Nuremberg”, foi deflagrada nesta semana para combater um dos maiores grupos neonazistas em atividade no Brasil. A ação, conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), teve desdobramentos em Santa Catarina, São Paulo, Paraná e Sergipe, com o cumprimento de 21 mandados de busca e apreensão.
Em solo catarinense, as investigações avançaram sobre Cocal do Sul e Jaraguá do Sul, onde equipes do Gaeco recolheram materiais e dispositivos eletrônicos que poderão reforçar as provas sobre a atuação da organização. As ordens judiciais partiram da Vara Regional de Garantias de Criciúma e da Vara Estadual de Combate às Organizações Criminosas.
De acordo com o Ministério Público, o grupo investigado é altamente estruturado e hierarquizado, com divisões internas, rituais de iniciação e cobrança de mensalidades entre os integrantes. As contribuições eram destinadas ao financiamento de ações, compra de materiais de propaganda e manutenção das atividades.
As investigações apontam que os integrantes se autodenominavam skinheads neonazistas, utilizando símbolos associados à supremacia branca e à ideologia extremista. O grupo mantinha encontros presenciais e forte atuação em redes virtuais, onde disseminava discursos de ódio, antissemitismo e ameaças a grupos ideologicamente opostos.
Segundo o Gaeco, a atuação articulada da organização demonstrava alto grau de planejamento e periculosidade, com indícios de preparação para atos violentos em diferentes regiões do país.
A operação recebeu o nome “Nuremberg” em referência aos julgamentos realizados após a Segunda Guerra Mundial, símbolo da responsabilização por crimes de ódio e intolerância. A escolha do nome reforça o propósito da ação: combater com rigor o extremismo e proteger a sociedade de ideologias que atentam contra o Estado Democrático de Direito.
Os materiais apreendidos foram encaminhados para análise da Polícia Científica. O CyberGaeco dará continuidade às investigações, buscando identificar todos os envolvidos e desarticular por completo a rede criminosa.









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