Mudança do hino de SC é derrubada por comissão da Alesc; veja como votaram os deputados

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) rejeitou, na terça-feira (28), a proposta de emenda à Constituição (PEC) que sugeria a troca do hino do estado. O projeto foi apresentado em 2023 pelo deputado Ivan Naatz (PL), que defende uma música que represente melhor a história dos catarinenses.

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Por cinco votos a quatro, os deputados aprovaram o parecer contrário à proposta e decidiram arquivar o texto. A PEC visava autorizar concurso público para selecionar nova letra e música. Entre as justificativas para a iniciativa, o parlamentar alegou que a população não compreende o atual hino.

✍🏻 O hino catarinense foi composto em 1892 e tornou-se canção-símbolo do estado em 1895. Esta não foi a primeira vez que a Alesc promove uma tentativa de mudança do hino.

Na CCJ, o deputado Fabiano da Luz (PT) apresentou um voto contrário ao do relator Marcius Machado (PL), que apoiava a proposta. Fabiano foi acompanhado por outros quatro parlamentares, o que levou à rejeição da PEC.

Segundo Fabiano, o hino é um símbolo previsto na Constituição Estadual e patrimônio cultural imaterial de Santa Catarina e, por isso, não cabe alteração. Para ele, a dificuldade de compreensão pode ser resolvida com ações educativas nas escolas.

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Votaram pela derrubada:

  • Fabiano da Luz (PT)
  • Mateus Cadorin (NOVO)
  • Rodrigo Minotto (PDT)
  • Mauro de Nadal (MDB)
  • Pepê Collaço (Progressistas), presidente da comissão, que votou para desempatar

Votaram a favor:

  • Maurício Peixer (PL) (que substituiu Marcius Machado na CCJ)
  • Napoleão Bernardes (PSD)
  • Adilson Girardi (MDB)
  • Alex Brasil (PL)
  • Como é o hino de Santa Catarina

O hino do estado foi adotado pela Lei 144 de 6 de setembro de 1895, no governo de Hercílio Luz. A letra é de Horácio Nunes e a música, de José Brazilício de Souza.

🎶 Confira abaixo a letra completa:

Sagremos num hino de estrelas e flores
Num canto sublime de glórias e luz,
As festas que os livres frementes de ardores,
Celebram nas terras gigantes da cruz.

Quebram-se férreas cadeias,
Rojam algemas no chão;
Do povo nas epopéias
Fulge a luz da redenção.

No céu peregrino da Pátria gigante
Que é berço de glórias e berço de heróis
Levanta-se em ondas de luz deslumbrante,
O sol, Liberdade cercada de sóis.

Pela força do Direito
Pela força da razão,
Cai por terra o preconceito
Levanta-se uma Nação.

Não mais diferenças de sangues e raças
Não mais regalias sem termos fatais,
A força está toda do povo nas massas,
Irmãos somos todos e todos iguais.

Da liberdade adorada.
No deslumbrante clarão
Banha o povo a fronte ousada
E avigora o coração.

O povo que é grande mas não vingativo
Que nunca a justiça e o Direito calcou,
Com flores e festas deu vida ao cativo,
Com festas e flores o trono esmagou.

Quebrou-se a algema do escravo
E nesta grande Nação
É cada homem um bravo
Cada bravo um cidadão.

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