Imbituba amplia investigação sobre vírus do Nilo Ocidental após morte registrada no município

Uma força-tarefa formada por equipes municipais, estaduais e federais está realizando uma investigação em diferentes regiões de Imbituba para verificar a circulação do vírus da febre do Nilo Ocidental e de outros arbovírus.

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A ação ocorre após a confirmação da morte de uma moradora de 77 anos do município por febre do Nilo Ocidental, caso que marcou o primeiro óbito pela doença em Santa Catarina.

Durante os trabalhos, pesquisadores estão capturando mosquitos em pontos como Itapirubá, Vila Nova, região central e São Tomás. Os insetos serão encaminhados para análise laboratorial.

Além do vírus do Nilo Ocidental, os exames também vão verificar a presença de agentes relacionados à dengue, chikungunya, zika e febre amarela. A investigação busca identificar quais vírus estão circulando entre os mosquitos encontrados no município.

Participam da mobilização o Governo de Santa Catarina, por meio da Regional de Saúde de Tubarão e da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), o Ministério da Saúde, a Prefeitura de Imbituba e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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A bióloga Sabrina Fernandes Cardoso, da Gerência Regional de Saúde de Tubarão, integra a equipe responsável pelas coletas. Segundo ela, a distribuição dos pontos de captura permite ampliar a área investigada e verificar a presença de diferentes vírus.

O trabalho reúne ainda profissionais com experiência específica na investigação da febre do Nilo Ocidental. Depois da coleta, os mosquitos serão processados em laboratório, e os resultados deverão subsidiar as ações de vigilância epidemiológica no município.

A febre do Nilo Ocidental é transmitida principalmente pela picada de mosquitos infectados. Em 2026, o Brasil registrou quatro casos confirmados e um óbito até setembro, segundo informações do Ministério da Saúde.

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