Imbituba deu, em setembro, um passo institucional para ampliar sua presença no cenário internacional do surfe. A publicação da Lei nº 5.784, de 1º de setembro de 2026, autorizou o município a ingressar na World Surf Cities Network (WSCN), rede internacional voltada à integração e à cooperação entre cidades que possuem relação relevante com o surfe. A lei entrou em vigor com sua publicação oficial.
A entrada na rede é resultado de um processo que passou pelo Legislativo municipal. O Projeto de Lei nº 5.937/2026 foi aprovado pela Câmara de Vereadores de Imbituba e posteriormente sancionado pelo Poder Executivo. A legislação autoriza formalmente o município a buscar sua integração à organização internacional.
Mais do que a prática esportiva, a proposta coloca em evidência uma característica que acompanha a história de Imbituba: a relação entre o mar e diferentes dimensões da vida econômica, cultural, turística e ambiental do município. A WSCN trabalha com a perspectiva de aproximar cidades ligadas ao surfe e estimular intercâmbios e cooperação em diferentes áreas.
Para Imbituba, a possibilidade de participar desse ambiente internacional abre espaço para intercâmbios relacionados à formação esportiva, turismo, sustentabilidade, cultura e desenvolvimento costeiro. Entre as iniciativas associadas à rede está o Olas Pro Tour, circuito voltado principalmente às categorias de base e ao intercâmbio entre jovens surfistas de diferentes cidades.
O movimento também já começa a alcançar atletas da cidade. Segundo a Associação de Surf de Imbituba (ASI), os surfistas Lucas Costa e Luiza Rosa Teixeira, campeões das categorias Open do Imbitubense de Surf de 2025, foram convidados para passar cerca de 20 dias em Portugal, em outubro, com atividades de treinamento e conhecimento da estrutura ligada à rede. A informação foi publicada pelo Surfemais, com base em declaração do presidente da ASI, Jaison Pacheco.
Há, porém, uma diferença importante entre autorizar o ingresso e ter a filiação internacional definitivamente homologada. Em setembro, Imbituba já possuía a autorização legal municipal e havia encaminhado sua candidatura. A confirmação definitiva pela WSCN estava prevista para a reunião anual da entidade, em outubro. Portanto, o registro correto para o período é o de uma cidade que avançou formalmente em sua candidatura e aguardava a etapa internacional de homologação.
A perspectiva coloca o surfe diante de uma dimensão que vai além das competições. Em uma cidade cuja identidade costeira está diretamente ligada às praias e ao oceano, a aproximação com uma rede internacional pode representar também acesso a experiências de outras comunidades que buscam conciliar esporte, turismo, cultura, preservação ambiental e desenvolvimento local.
O próximo capítulo seria definido a partir da reunião prevista para outubro. Até o fechamento desta edição, o fato concreto de setembro é que Imbituba transformou em lei municipal o passo necessário para buscar seu lugar na Rede Mundial de Cidades do Surfe.
FONTES: Diário Oficial dos Municípios de Santa Catarina — Lei Municipal nº 5.784/2026; Câmara de Vereadores de Imbituba — Projeto de Lei nº 5.937/2026; Surfemais — “Imbituba avança na candidatura e passa a integrar a Rede Mundial de Cidades do Surfe como Cidade Aspirante”, setembro de 2026; Associação de Surf de Imbituba (ASI).









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