Ambiente de trabalho tóxico

Nem sempre um ambiente de trabalho tóxico é fácil de reconhecer. Às vezes, não existem gritos ou discussões abertas. Mas existe o medo, a tensão, a fofoca, a competição exagerada e aquela sensação de que qualquer erro pode ser usado contra você. As pessoas começam a medir cada palavra. Evitam dar opiniões, deixam de pedir ajuda e passam a trabalhar sempre na defensiva. Com o tempo, isso vai desgastando.

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A gente chega em casa, mas continua pensando no que aconteceu. Repassa conversas, imagina os conflitos e já sente ansiedade ao lembrar que, no dia seguinte, terá que voltar para a quele ambiente de trabalho.

Um ambiente tóxico também aparece quando existem cobranças excessivas, favoritismo, humilhações disfarçadas de brincadeira, falta de reconhecimento e lideranças que preferem culpar em vez de orientar. E o pior é que, muitas vezes, a pessoa começa a acreditar que o problema está nela. Ela pensa que é sensível demais, fraca demais ou incapaz de lidar com a pressão. Mas ninguém deveria precisar adoecer para se adaptar a um ambiente que perdeu o respeito pelas pessoas.

Trabalho pode ter desafios, cobranças e momentos difíceis. Isso faz parte. O que não pode ser considerado normal é viver com medo, sentir-se constantemente diminuído ou perceber que a empresa exige resultados sem se importar com o custo emocional daquele trabalho.

Um ambiente saudável não é um lugar onde todos concordam o tempo inteiro. É um lugar onde as diferenças podem ser conversadas com respeito, os erros podem ser corrigidos sem humilhação e as pessoas se sentem seguras para trabalhar. Porque o clima de uma empresa não está apenas no que ela escreve em seus valores. Está na forma como as pessoas se sentem quando chegam para trabalhar.

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