Um episódio de discriminação registrado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Caçador, no Oeste catarinense, terminou com a prisão em flagrante de um homem de 47 anos. Ele é acusado de cometer os crimes de racismo e injúria racial após ofender um médico durante uma consulta na noite de sábado (1º).
De acordo com a Polícia Militar, o profissional, de origem venezuelana e de religião judaica, passou a ser alvo de comentários ofensivos enquanto prestava atendimento ao paciente. Testemunhas relataram que o homem rejeitou o atendimento e fez declarações discriminatórias relacionadas tanto à nacionalidade quanto à religião do médico.
Uma estudante de medicina que acompanhava a consulta presenciou a ocorrência e confirmou às autoridades o teor das ofensas. O paciente, por sua vez, afirmou que apenas questionou a religião do profissional e negou ter praticado discriminação.
Após ser acionada, a Polícia Militar conduziu os envolvidos à Delegacia de Polícia Civil. Conforme a corporação, mesmo durante o deslocamento o suspeito voltou a fazer declarações ofensivas contra o médico, reforçando os indícios dos crimes.
Com base nos elementos reunidos, o delegado responsável pelo caso lavrou o flagrante. O homem responderá por racismo, em razão das manifestações relacionadas à nacionalidade da vítima, e por injúria racial, pelas ofensas motivadas por sua religião.
Em nota oficial, a Prefeitura de Caçador classificou o episódio como inadmissível, manifestou apoio ao médico e reiterou que qualquer forma de preconceito não será tolerada na administração pública. O município informou ainda que acompanhará o caso e reforçou o compromisso com um ambiente de respeito, inclusão e igualdade.









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