Editorial da semana trata da política de Imbituba

Direto da Redação

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Plano de governo, para que serve?

Uma das obrigações eleitorais de um candidato a cargo eletivo executivo no Brasil, em qualquer esfera, é o Plano de Governo. Mas para que serve esta ferramenta? O Plano de Governo nada mais é do que a expressão literal do que se pretende fazer em quatro anos no comando de um governo.

Nele pode conter promessas?

Basicamente, ele é um compilado de ideias que se constrói em grupo, ou não, e, em todos os casos, deveria ter a opinião de técnicos das áreas a serem gerenciadas pelo gestor. Há um problema nesse sentido: sonha-se demasiadamente, sem entender os meandros burocráticos, as limitações orçamentárias, de pessoal, entre outros.

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Qual o papel da mídia em relação aos Planos de Governo?

A mídia tem um papel fundamental em lembrar aos gestores que a chancela da população ao elegê-los, muitas vezes, passa pela aprovação do seu Plano de Governo e das ideias ali contidas. Através do voto, o cidadão transfere ao prefeito, governador ou presidente o poder de governá-lo — é o chamado poder discricionário.

Vamos lembrar os gestores

A direção do jornal O Popular Catarinense começará a avaliar os planos de governo que mais apresentam discrepância em relação ao que está sendo feito atualmente e a ajudar os gestores a se reconectarem com suas promessas, a fim de que executem as ações escolhidas pela maioria.

Começamos por casa, em Imbituba

Em Imbituba, é importante que o prefeito se volte a uma das promessas constantes no plano e que mais foram debatidas na campanha: a escolha de comissionados por processo seletivo. Este item, que se encontra na página 10, item 1.3 do Plano de Michel e Madalena, até o momento não foi pensado nem executado. Houve, no início da gestão, apenas para a escolha do Secretário de Educação e, agora, já na sucessão, não se utilizou este método.

O prefeito, governador ou presidente é obrigado a cumprir o plano de governo?

Na verdade, não! Porém, é justamente o não cumprimento das promessas feitas em campanha que está afastando a sociedade cada vez mais da política. Há uma descrença em nossos governantes, que acabam por depreciar ainda mais a política, pois enchem a população de esperança por meio de promessas que não cumprem.

Pode reajustar e replanejar?

Sim, e deve! No caso específico de Imbituba, quanto à contratação de comissionados via processo seletivo — ideia do partido Novo, implantada em Joinville pelo prefeito Adriano — Michel Peninha poderia dizer que aqui não dá certo e que cometeu um equívoco ao prometer tal situação. Ou também apresentar à sociedade um planejamento que coloque tal promessa em prática a partir de determinado prazo. Ficaremos atentos às promessas e, de forma recorrente, traremos o assunto aos leitores!

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