Vídeo polêmico de cabeleireira em Sangão gera protesto e mobiliza PM

Uma cabeleireira do bairro Morro Grande, em Sangão, está no centro de uma forte controvérsia após publicar um vídeo criticando campanhas de ajuda humanitária a Angola. O conteúdo provocou indignação, levou a um protesto em frente à sua casa e exigiu a intervenção da Polícia Militar na noite desta segunda-feira (20).

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No vídeo, a profissional questiona a ida de influenciadores ao país africano para auxiliar famílias e duvida da eficácia das arrecadações de alimentos. Ela usa expressões consideradas ofensivas, como o termo “nego”, e comenta sobre o número de filhos das famílias angolanas, sugerindo que, em vez de doar comida, seria necessário ensinar métodos de prevenção, inclusive com referência ao uso de preservativos.

As falas repercutiram rapidamente nas redes sociais e foram amplamente condenadas por terem conotação racista. Pouco depois da divulgação, moradores se reuniram em frente à residência da cabeleireira para protestar. O ato gerou tensão, com o lançamento de rojões nas proximidades.

A Polícia Militar foi chamada pelo telefone 190 e enviou equipes de Sangão e Jaguaruna ao local. Os agentes reforçaram a segurança, dispersaram os manifestantes de forma pacífica e normalizaram a situação sem registros de violência, feridos ou danos materiais.

A publicação dividiu opiniões online: muitos usuários classificaram o vídeo como discriminatório e cobraram posicionamento ou responsabilização da autora. Outros defenderam que a crítica era dirigida às campanhas de doação, mas reconheceram que a forma como foi expressa foi inadequada e problemática.

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Até esta terça-feira, a cabeleireira não havia se manifestado publicamente sobre o caso. Segundo a PM, nenhum dos participantes do protesto registrou boletim de ocorrência ou apresentou queixa formal contra ela.

Nota oficial da Polícia Militar:

“A Polícia Militar atendeu, na noite desta segunda-feira, após acionamento via 190, uma ocorrência de apoio no município de Sangão, no bairro Morro Grande, após registro de manifestação em frente a uma residência.

No local, as guarnições de Sangão e Jaguaruna realizaram presença policial com o objetivo de garantir a segurança dos moradores, preservar a ordem pública e evitar possíveis conflitos. Durante o atendimento, foram observadas manifestações e o uso de rojões nas proximidades, sem que fosse possível identificar a autoria.

Com a atuação da Polícia Militar, os participantes deixaram o local de forma gradativa e a situação foi normalizada, não sendo registrados confrontos, danos ao patrimônio ou outras alterações relevantes. Nenhum dos manifestantes buscou a PM para registrar ocorrência ou reclamação em relação à pessoa envolvida.”

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