Um caso de maus-tratos registrado em Jaraguá do Sul causou indignação entre protetores e moradores da região. Um cão comunitário precisou ser resgatado após ser encontrado em estado debilitado e com sérias lesões na região genital, provocadas por um lacre plástico colocado de forma intencional.
O animal vivia nas ruas da comunidade e começou a apresentar sinais de sofrimento, chamando a atenção de moradores. Preocupados com a situação, eles buscaram ajuda e acionaram uma clínica veterinária conveniada à Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama), responsável pelo resgate.
De acordo com informações divulgadas pelo biólogo Christian Raboch Lempek, da Fujama, o lacre estava preso ao órgão genital do cachorro, impedindo que ele urinasse normalmente. A gravidade do ferimento pode resultar na amputação da área afetada.
Segundo o profissional, ainda não é possível determinar por quanto tempo o animal permaneceu nessa condição. O caso gerou forte repercussão devido ao sofrimento causado ao cão e à crueldade envolvida na ação.
“O que fizeram com ele é revoltante”, afirmou Lempek ao comentar o episódio. O biólogo também lamentou o aumento de casos de violência contra animais e destacou a necessidade de conscientização e denúncia por parte da população.
O cachorro permanece sob cuidados veterinários e recebe tratamento para tentar minimizar os danos causados pelas lesões. O estado de saúde dele segue sendo acompanhado pelos profissionais responsáveis.
A legislação brasileira considera crime praticar maus-tratos contra animais. Conforme a Lei Federal nº 9.605/1998, atos como ferir, mutilar, abusar ou abandonar animais domésticos, domesticados ou silvestres podem resultar em pena de reclusão, multa e proibição da guarda. Nos casos envolvendo cães e gatos, a pena varia de dois a cinco anos de prisão.
As autoridades reforçam que situações de violência contra animais devem ser denunciadas para que os responsáveis possam ser identificados e responsabilizados conforme prevê a legislação.









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