A mulher de 37 anos presa em Joinville após se passar por uma adolescente de 12 anos agora responde formalmente a um processo criminal na Justiça catarinense. A denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina foi aceita pelo Poder Judiciário nesta semana, tornando a investigada ré pelos crimes de falsa identidade e estelionato.
O caso chamou a atenção pela complexidade da estratégia utilizada pela mulher para conquistar a confiança de famílias em diferentes estados brasileiros. Segundo informações da Polícia Civil, ela teria adotado identidades falsas em diversas ocasiões, apresentando versões diferentes sobre sua história pessoal conforme as circunstâncias.
De acordo com o delegado responsável pela investigação, Rodrigo Gusso, uma das características observadas no comportamento da investigada era abandonar os locais onde estava vivendo sempre que percebia que suas versões poderiam ser descobertas.
A suspeita teria relatado à polícia passagens por diferentes estados brasileiros, incluindo Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Ceará. Conforme as investigações, em Santa Catarina a interrupção da suposta fraude ocorreu antes que ela deixasse a cidade, resultando em sua prisão.
Em Joinville, a aproximação com a família aconteceu inicialmente por intermédio de um pastor. Na ocasião, a mulher teria informado que procurava trabalho e possuía experiência profissional na área de panificação. Com o passar do tempo, relatos sobre dificuldades financeiras e problemas de saúde contribuíram para estreitar a relação com os moradores.
Posteriormente, segundo a investigação, ela passou a afirmar que era menor de idade e que havia enfrentado situações traumáticas ao longo da vida. Sensibilizada com a história apresentada, a família acolheu a mulher em sua residência, onde ela permaneceu por cerca de 14 meses.
A situação começou a ser questionada após familiares realizarem buscas na internet e encontrarem informações relacionadas a ocorrências semelhantes em outros estados. A descoberta levou ao registro da denúncia junto às autoridades e ao aprofundamento das investigações.
A Justiça também determinou a realização de exame de sanidade mental, marcado para o próximo dia 26 de junho. Até a conclusão da perícia e a apresentação do respectivo laudo, o processo permanecerá suspenso.
Em nota, a defesa informou que recebeu a denúncia com tranquilidade e destacou que aguarda o resultado da avaliação pericial para o prosseguimento do caso.
A investigação segue em andamento e deverá esclarecer não apenas os fatos ocorridos em Santa Catarina, mas também possíveis conexões com situações semelhantes relatadas em outras regiões do país.









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