Uma ação conjunta coordenada pelo Ministério Público Federal (MPF) pretende ampliar a proteção ao boto-pescador nas lagoas Santo Antônio, Imaruí e Mirim, em Laguna. A iniciativa foi formalizada por meio de um acordo de cooperação assinado por 12 instituições durante o Fórum de Preservação do Boto-Pescador.
O objetivo é fortalecer medidas voltadas à conservação da espécie, considerada ameaçada de extinção, além de preservar a tradicional interação entre os botos e os pescadores artesanais durante a pesca da tainha, prática reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.
O acordo estabelece um plano de ações para o período de 2026 a 2030, incluindo monitoramento da fauna, educação ambiental, fiscalização, pesquisas científicas e iniciativas voltadas à sustentabilidade da atividade pesqueira.
A parceria envolve representantes de órgãos ambientais, instituições de ensino, forças de segurança e entidades públicas das esferas municipal, estadual e federal. Entre as medidas previstas estão o acompanhamento da população de botos, a proteção dos habitats e o desenvolvimento de estratégias para reduzir ameaças à espécie.
Nos últimos anos, ações coordenadas de preservação contribuíram para reduzir mortes acidentais e manter estável a população de botos na região lagunar, considerada única no mundo pela cooperação entre os animais e os pescadores.








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