SETE-SANGRIA, GUAXUMA-VERMELHA, ERVA-DE-SANGUE

Essa maravilha da natureza desentope as artérias e baixa a pressão arterial.
Planta amiga do coração, depurativa do sangue, facilitando a circulação sanguínea.
A planta para baixar a pressão arterial, afinar o sangue e arteriosclerose (endurecimento das artérias), segundo o uso popular.

M. Científico: Cuphea carthagenensis
F. Botânica: Lythraceae

Planta nativa do Brasil, muito comum na nossa região, gosta de solo úmido, muito usada no passado recente, segundo o uso popular, para afinar o sangue. Pois é verdade que a sete-sangria melhora a circulação sanguínea, evitando o acúmulo de gordura no sangue e não deixando a formação de coágulo sanguíneo. Hoje está caindo no esquecimento. As pesquisas científicas podem reconhecer esse uso, além da segurança e eficácia.

USO ETNOBOTÂNICO

Auxilia na dilatação dos vasos sanguíneos e faz baixar a pressão arterial pelo poder de fazer o sangue fluir melhor, reduz a estagnação sanguínea e evita varizes, combate edema nas pernas, ajuda a limpar o fígado, baixando o colesterol e triglicerídeos, previne arteriosclerose.

A sete-sangria é uma planta que combate os processos inflamatórios, protetora do coração, regula os batimentos cardíacos, baixa o colesterol ruim (LDL), é uma planta diurética e ajuda a baixar a pressão diminuindo a retenção líquida. Tem ação calmante, melhorando a qualidade do sono e, em muitos casos, alivia dor de cabeça.

MODO DE USAR

A tintura tem uma dose definida para fazer um tratamento sistemático: 25 gotas, três vezes ao dia.

Mas podemos sim usar em infusão: uma colher de sobremesa de folhas e flores para uma xícara de chá de 200 ml de água quente. Abafar, esperar cerca de 20 minutos e usar uma xícara duas ou três vezes ao dia.

CUIDADO

O uso de plantas medicinais deve ter indicação de um profissional de saúde conhecedor de plantas medicinais, fazer uma abordagem criteriosa do paciente, ajustar a dose e fazer acompanhamento nos primeiros dias de uso.

Cada pessoa responde de forma diferente ao uso de cada planta. Sempre estar atento à interação de medicamentos de farmácia com o uso de plantas. Fazendo o casamento da sabedoria popular com a ciência, chegamos mais perto da segurança e eficácia.

As plantas medicinais, há pouco tempo atrás, quando não existiam farmácias, eram a base dos tratamentos, e a medicina das palavras das benzedeiras. Nossas avós eram nossas farmacêuticas.

Mesmo esses profissionais que hoje não prescrevem plantas, tiveram mães e pais curados com plantas medicinais. A culpa desses profissionais não valorizarem as plantas não é deles, mas da formação acadêmica, que em muitas universidades ainda não possui uma cadeira obrigatória sobre plantas medicinais.

Falta também pesquisa científica, mas estamos evoluindo e novos fitoterápicos estão surgindo.

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