Laje da Jagua vive sessão histórica e Santa Catarina reforça protagonismo no surfe de ondas gigantes

O mar voltou a rugir forte no litoral Sul catarinense nesta segunda-feira (11). Poucos dias após a histórica etapa do CBSurf Big Wave, realizada na Praia do Cardoso, em Laguna, os olhos do surfe brasileiro se voltaram novamente para Santa Catarina, desta vez em direção à temida e respeitada Laje da Jagua, em Jaguaruna.

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Ainda nas primeiras horas da manhã, equipes de pilotos, fotógrafos e big riders cruzavam a costa rumo ao outside da Jagua, encarando vento, correnteza e um mar pesado impulsionado por um dos maiores swells registrados nos últimos anos na região.

O cenário era daqueles que transformam adrenalina em silêncio.

No horizonte, montanhas de água surgiam em sequência, exigindo técnica, coragem e absoluta conexão entre surfistas e equipes de apoio.

E foi justamente nesse mar bruto que a catarinense Mikaela Fregonese protagonizou um dos momentos mais comentados do surfe nacional em 2026.

A atleta encarou uma onda gigante que já começa a ser apontada por especialistas e pela comunidade do big surf como uma possível candidata a maior onda já surfada por uma mulher no Brasil — e talvez uma das maiores já registradas na própria Laje da Jagua.

As imagens captadas pelo fotógrafo e filmmaker Bruno “Bred” Oliveira rapidamente tomaram conta das redes sociais ligadas ao universo das ondas grandes.

A dimensão da parede d’água impressionou até mesmo surfistas experientes.

Hoje, o registro oficial da maior onda surfada na Jagua pertence ao brasileiro Lucas Chumbo, uma das maiores referências do surfe de ondas gigantes no mundo, que em 2025 encarou uma onda estimada em 14,82 metros, medida pelo oceanógrafo Douglas Nemes.

Agora, cresce a expectativa sobre a possível medição da onda surfada por Mikaela.

Mais do que números, o que aconteceu em Jaguaruna reforça um movimento que já não pode mais ser tratado como algo isolado.

Santa Catarina se consolida, definitivamente, como território mundial das ondas grandes.

A chamada “Nazaré Brasileira” segue atraindo atletas, equipes técnicas, cinegrafistas e olhares internacionais para o litoral catarinense.

E existe algo simbólico acontecendo nesse processo.

O que antes era visto apenas como um litoral turístico de verão, hoje ganha reconhecimento também como palco de esporte extremo, turismo esportivo e desenvolvimento regional através do mar.

A criação da Rota do Big Surf, sancionada em 2025, fortalece ainda mais essa construção. O projeto integra municípios como Garopaba, Imbituba, Laguna e Jaguaruna, conectando esporte, turismo, economia criativa e valorização cultural do litoral Sul catarinense.

Além disso, já existe articulação para a realização de um Mundial de Ondas Grandes na região nos próximos meses, ampliando ainda mais a presença de Santa Catarina no cenário internacional do surfe.

Enquanto isso, dentro d’água, a história continua sendo escrita onda por onda.

E desta vez, ela veio assinada pela coragem de Mikaela Fregonese, pelo olhar atento de Bred Oliveira e pela força indomável do mar catarinense.

Imagem: Bred Oliveira.

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