N. Científico: Tagetes minuta L.
F. Botânica: Asteraceae
ERVA COM PERFUME INCONFUNDÍVEL DE GRANDE IMPORTÂNCIA NA CULTURA DOS POVOS ANDINOS, ENCONTRADA NO BRASIL
Erva anual que mede até dois metros de altura, multiplica-se por sementes, encontrada na América do Sul. Muito aromática e importante na culinária andina, no Brasil tem pouco uso medicinal. O uso popular é como inseticida e repelente de insetos.
PROPRIEDADES MEDICINAIS
Anti-helmíntico, sudorífero, antisséptico, antirreumático, laxativo.
USO ETNOBOTÂNICO
Usada para tratar gripe, tosse, bronquite e asma. A infusão do chincilho é usada como diurético para doenças do sistema urinário, como cistite, e ajuda a baixar a pressão arterial. Em cataplasma, é utilizada para dores e inflamações musculares, bem como para reumatismo. Para a mesma finalidade, pode-se fazer uma infusão mais forte, coar e, com um chumaço de algodão, aplicar nos locais afetados.
A infusão da parte aérea da planta é utilizada para combater vermes intestinais, como os do gênero Ascaris e oxiúrus. Faz parte de xaropes no uso popular para tosse, bronquites e asma. Também é usada em infusão para baixar a febre, em casos de gripe e resfriado. Possui uso como estimulante do fluxo menstrual, sendo uma planta emenagoga e abortiva.
PARTE UTILIZADA
Folhas, flores e sementes, principalmente após desidratadas.
MODO DE USAR
Chá por infusão da parte aérea da planta: uma colher de sopa de folhas e flores secas para uma xícara de chá. Deixar esfriar, coar e tomar duas vezes ao dia.
USO CULINÁRIO
Muito usada na culinária do Peru. Possui notas de sabor semelhantes ao manjericão, com leve toque mentolado, aproximando-se do estragão. Utilizada principalmente em pratos salgados, sopas, guisados, massas, peixes e molhos.
ÓLEO ESSENCIAL
O óleo essencial, extraído das flores por meio da destilação a vapor, é bem valorizado na aromaterapia. Possui aroma especial com tendência cítrica, com ação antifúngica, anti-inflamatória e antiparasitária, sendo muito útil em composições de repelentes de insetos.
CUIDADO
É uma planta utilizada como condimento no Peru e na medicina tradicional. No Brasil, tem uso popular como cigarro para auxiliar a parar de fumar e como repelente de insetos em hortas, sendo interessante no controle de pragas na agroecologia.
O uso medicinal oral deve ser orientado por um profissional da saúde conhecedor de plantas medicinais e fitoterápicos. Na gastronomia, recomenda-se a orientação de um nutricionista ou gastrônomo.
IMPORTANTE
Vamos utilizar plantas medicinais buscando sempre a eficácia. Nossos avós e nossas mães utilizavam plantas medicinais e garrafadas para diversas patologias, com bons resultados, especialmente pela dificuldade de acesso a médicos e farmácias no passado.








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