Direto da Redação

 
Safra da Tainha está na porta, e Imbituba cobra organização

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O mês de maio se aproxima e, com ele, uma das épocas mais simbólicas para a história, cultura e economia de Imbituba: a safra da tainha. Enquanto praias e comunidades tradicionais se preparam para o período, cresce entre pescadores a sensação de incerteza sobre como ocorrerá a convivência entre pesca artesanal, uso das praias e demais atividades no litoral.

Nos últimos meses, o município direcionou quase R$ 2 milhões para eventos ligados ao surfe e promoção esportiva. Investimentos legítimos, que valorizam o turismo e projetam a cidade. No entanto, muitos pescadores questionam a ausência de planejamento semelhante voltado à atividade pesqueira, que representa tradição centenária e sustento de diversas famílias, e a culpa não é do Secretário Giovane.

Sem diálogo claro, regras bem definidas e mediação antecipada, o temor é que se repitam conflitos entre surfistas e pescadores durante a temporada. O que deveria ser tratado como convivência harmônica entre setores importantes da cidade corre o risco de virar novo foco de desgaste para o governo municipal.

Obras herdadas e poucos resultados próprios

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Outro debate que ganha força nas ruas é a dificuldade da atual gestão em apresentar obras e ações próprias de maior impacto. Diversas entregas em andamento ainda são oriundas da gestão anterior, de Rosenvaldo Júnior, enquanto a administração do prefeito Peninha ainda busca imprimir identidade própria.

O baixo volume de novas licitações publicadas também chama atenção. Com o calendário eleitoral se aproximando, o tempo para lançar projetos, captar recursos e executar ações vai ficando cada vez menor. A população começa a se perguntar: quando os resultados efetivos aparecerão?

Base política enfraquecida

Nenhum governo se sustenta sozinho, e Peninha chegou ao cargo respaldado por um grupo político relevante. Entre os nomes de peso está Christiano Lopes, atual diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba, apontado como um dos principais articuladores do projeto vencedor.

Nos bastidores, porém, comenta-se que esse apoio já não teria a mesma intensidade inicial. Em política, distanciamentos costumam falar alto — especialmente quando governos enfrentam desgaste.

Quem ainda se destaca

Entre os nomes do governo, Giovane Ferreira segue sendo citado como quadro técnico importante. Organizado e disciplinado, participou da construção do plano de governo e ajudou a estruturar pautas estratégicas. Apesar de rumores sobre eventual saída da secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, interlocutores reconhecem que boa parte do pouco que avançou até aqui teve sua participação direta, quando a frente da Secretaria de Administração.

Outro nome lembrado positivamente é Adriano dos Passos. Com perfil conciliador e presença constante no diálogo com a comunidade, Adriano demonstra habilidade política rara: conversar com todos, independentemente de lado partidário. Em tempos de desgaste institucional, essa característica ganha valor. Não por acaso, já há quem o enxergue em funções ainda maiores dentro do Executivo.

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