Uma vistoria feita pelo vereador Edi Goulart Nunes colocou sob forte questionamento a gestão da saúde pública em Laguna. O alvo é o posto de saúde da comunidade de Campo Verde, onde foram relatadas situações que, se confirmadas, configuram risco direto à saúde de pacientes e profissionais.
Entre os pontos mais graves está a possível inadimplência no fornecimento de energia elétrica. Segundo o vereador, a unidade estaria sem pagar contas desde 2024, o que levou uma equipe da Celesc ao local para realizar o corte. A interrupção só não teria ocorrido após apelo dos funcionários, que alertaram para a presença de medicamentos que dependem de refrigeração — como insulina — utilizados por moradores da região.
Mas o cenário mais alarmante envolve o manejo de resíduos hospitalares. A denúncia aponta que materiais contaminados, incluindo itens com sangue e objetos perfurocortantes, estariam acumulados há meses sem recolhimento adequado. O armazenamento, segundo os relatos, estaria sendo feito de forma improvisada, dentro da própria unidade, sem condições mínimas de segurança sanitária.
Durante a vistoria, também foram registradas condições estruturais precárias: salas com sinais de mofo, paredes sem acabamento, janelas danificadas e ambiente considerado insalubre para atendimento à população.
Uma profissional de saúde ouvida no local confirmou a gravidade da situação e relatou dificuldades para manter o funcionamento da unidade diante dos problemas.
Diante do que foi encontrado, o vereador acionou a Vigilância Sanitária e a Secretaria Municipal de Saúde, cobrando providências imediatas. Ele foi direto: na situação atual, a unidade não teria condições de continuar atendendo.
A denúncia levanta questionamentos que não podem ser ignorados:
- Por que contas básicas como energia não foram regularizadas?
- Como resíduos hospitalares ficaram tanto tempo sem coleta?
- Quem é o responsável direto pela gestão da unidade?
- E, principalmente, por que a situação chegou a esse ponto?
Até agora, não houve posicionamento oficial detalhado sobre o caso.
Quando um posto de saúde — que deveria ser espaço de cuidado — passa a representar risco, o problema deixa de ser administrativo e se torna uma questão urgente de saúde pública. A população de Campo Verde não pode esperar.









Publicar comentário