O vereador Bruno Pacheco (PSB) levou à tribuna da Câmara, na sessão da última quarta-feira (22), denúncias sobre o contrato de locação de máquinas varredeiras no município. Segundo requerimento respondido pela Prefeitura, atualmente, os equipamentos são alugados, com custo mensal de mais R$ 130.000,00 operando, em média, seis horas por dia, de segunda a sexta-feira.
O parlamentar questionou tanto a jornada informada quanto o valor pago, afirmando que o gasto anual é mais de R$ 1.5 milhão, que permitiria a compra de até 4 máquinas novas, de alto padrão, incorporadas ao patrimônio público.
Bruno também criticou a qualidade do serviço prestado, relatando excesso de poeira, pouca eficiência e ausência de rastreadores nos equipamentos, o que dificultaria comprovar rotas e produtividade.
Cabe lembrar que a gestão passada foi alvo de duas operações da Polícia Civil, denominadas Operação Horímetro, que apuraram possíveis irregularidades no controle de horas de máquinas e equipamentos locados. O caso atual levanta suspeitas de repetição de falhas no controle e possível desperdício de recursos públicos.
Segundo o vereador, um dossiê está sendo finalizado e será encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina e ao Tribunal de Contas do Estado.
PESCADOR EM SEGUNDO PLANO
A sessão de quinta-feira reacendeu um velho problema em Imbituba: o conflito entre pesca da tainha e surf no Canto da Praia da Vila. Mais um ano a discussão acontece em cima da hora, sem solução definitiva do Executivo.
Enquanto eventos de surf recebem recursos milionários, o pescador artesanal segue sem política pública concreta e sem segurança para trabalhar no período mais importante do ano. Para muitas famílias, a safra representa sustento e renda extra.
Os vereadores Eduardo Faustina e Elizio Sgrott informaram que trabalham a tramitação de um projeto para regulamentar a convivência entre as atividades. Já o vereador Bruno Pacheco defendeu a manutenção da cultura local, afirmando que a pesca da tainha é tradicional, deve ser respeitada e regulamentada. Segundo ele, o esporte pode ser praticado o ano inteiro, enquanto a pesca ocorre por apenas dois meses.
A ausência do prefeito no debate chamou atenção. Mais uma vez, o pescador sente que ficou em segundo plano.
QUEM SERÁ?
Imbituba atravessa um dos momentos mais delicados de sua vida política. Faltam nomes capazes de reunir credibilidade, preparo administrativo, equilíbrio político e compromisso real com a cidade. O atual governo demonstra desgaste precoce e sinais de dificuldade para construir continuidade, enquanto adversários ainda não apresentam força suficiente para empolgar o eleitorado.
A população, cansada de promessas repetidas, já não se anima com discursos antigos e slogans eleitorais que nunca saíram do papel. Obras estruturantes, geração de empregos, fortalecimento do turismo e investimentos duradouros seguem como promessas históricas.
Nos últimos anos, a principal transformação visível foi o crescimento imobiliário desordenado, sem planejamento urbano adequado, sem ampliação proporcional da infraestrutura e sem avanços concretos no saneamento básico. O resultado é uma cidade que cresce no papel, mas segue enfrentando problemas antigos no dia a dia.
Imbituba carece de planejamento, visão de futuro e liderança firme.
Diante desse cenário, cresce a percepção de que a cidade precisará buscar um novo perfil político para 2028: alguém experiente, honesto, preparado e capaz de cumprir o que promete. A paciência do eleitor parece ter chegado ao limite.
TABULEIRO NACIONAL
O cenário político nacional entra no fim de abril com movimentações importantes entre os principais grupos. Luiz Inácio Lula da Silva caminha para disputar a reeleição e deve repetir a chapa com Geraldo Alckmin na vice-presidência.
Na centro-direita, Ronaldo Caiado buscou diálogo com Ciro Gomes para uma possível composição nacional. Ciro teria sinalizado simpatia à ideia, embora ainda mantenha foco prioritário no Ceará e não descarte outros caminhos.
No campo conservador, o PL trabalha a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro e avalia nomes femininos para vice. Michelle Bolsonaro aparece entre as possibilidades, embora setores do partido defendam alguém fora do núcleo bolsonarista para ampliar alianças.
Romeu Zema segue em agenda nacional e mantém discurso de pré-candidato, apesar de especulações sobre eventual composição futura.
Se confirmadas várias candidaturas no campo da direita, a tendência é de divisão eleitoral, enquanto Lula largaria com vantagem por concentrar maior unidade no campo governista.
TABULEIRO ESTADUAL
O quadro político de Santa Catarina pouco mudou nesta semana e já apresenta três candidaturas principais ao governo do Estado. Jorginho Mello trabalha a reeleição com chapa que pode reunir Adriano Silva na vice, além de Carol De Toni e Carlos Bolsonaro ao Senado.
Gelson Merisio aparece como nome da oposição, tendo Ângela Albino cotada para vice, com Décio Lima e Afrânio Boppré nas vagas ao Senado.
João Rodrigues mantém a terceira via competitiva e negocia composição com o MDB, partido que tende a indicar o vice e ocupar espaço estratégico na aliança.
Também circulam outras duas pré-candidaturas menores no campo da direita: Marcelo Brigadeiro, pelo Missão, e Ralf Zimmer, novamente no páreo.
Assim, Santa Catarina pode ter cinco candidaturas, sendo quatro ligadas à direita e uma à esquerda. A divisão deste campo pode influenciar diretamente o resultado de 2026. Enquanto isso, o MDB segue no centro das articulações e pode definir os rumos da eleição nas próximas semanas.
#RAPIDAS#
• Capivari de Baixo: O Republicanos encontrou uma alternativa e convenceu o presidente da FUCAP, Expedito Michels, a colocar seu nome como pré-candidato a deputado estadual.
• Laguna: O prefeito Preto Crippa deu início à revitalização da região do Portinho, com obras de asfaltamento e reparos em uma das principais vias da cidade.
• Imbituba: Prefeitura adquire veículo de luxo avaliado em mais de R$ 230 mil para a Secretaria de Saúde e gera polêmica nas redes sociais. A população questiona se essa seria, de fato, a prioridade diante da demanda por exames, consultas e medicamentos.
• Florianópolis: Servidores municipais iniciaram greve ontem em busca de valorização, garantia de direitos e melhores condições de trabalho. Até o momento, não há previsão de negociação entre o prefeito Topázio Neto e o SINTRASEM.
• Balneário Camboriú: A proposta do vereador Marcelo Achutti (MDB) para instaurar uma CPI que investigue as medidas compensatórias do Balneário Shopping já alcançou as sete assinaturas necessárias.










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