FOI DADA A LARGADA EM SC

Um novo cenário político passa a se desenhar em Santa Catarina a partir desta quinta-feira, após reunião realizada na sede do União Brasil, em Florianópolis. O encontro, ocorrido no horário do almoço, selou uma pré-aliança entre PSD, MDB, PP e União Brasil, consolidando o nome do prefeito de Chapecó, João Rodrigues, como pré-candidato ao governo do Estado.

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Ficou definido que o MDB indicará o candidato a vice, com dois nomes colocados: Antídio Lunelli e Carlos Chiodini. Já o PP, presidido por Esperidião Amin, garantiu a indicação para uma das vagas ao Senado, enquanto a segunda vaga permanece em aberto, em uma estratégia para ampliar o leque eleitoral e atrair diferentes espectros políticos.

A reunião contou com lideranças de peso, como Eron Giordani, Carlos Chiodini, Eduardo Pinho Moreira, Raimundo Colombo e Fábio Schiochet, que ajudaram a costurar o acordo político.

O movimento marca uma virada no tabuleiro eleitoral catarinense. Até então, havia expectativa de que o governador Jorginho Mello teria caminho facilitado à reeleição. Com a confirmação da candidatura de João Rodrigues, a disputa ganha novo fôlego e passa a ter contornos mais competitivos, inaugurando oficialmente a corrida eleitoral de 2026 no Estado.

A BOLA DA VEZ ?

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Nos bastidores políticos de Imbituba, um rumor começa a ganhar força: o atual prefeito Michell Nunes não disputaria a reeleição em 2028. A possível saída abre um cenário incomum para o município, marcado por incertezas e ausência de um nome dominante até o momento. Diferente de outros ciclos eleitorais, a disputa se desenha, desde já, como uma das mais abertas da história recente da cidade.

Nesse contexto, surge de forma ainda discreta o nome do empresário Rafael Luiz Pereira. Sócio-diretor de um dos maiores grupos geradores de emprego local, a empresa Refisa/Sal Zizo, ele construiu trajetória sólida fora da política e é reconhecido por atuação empresarial e ações sociais sem exposição pública.

Sem filiação partidária e distante de disputas eleitorais, Rafael representa um perfil atípico no cenário político local. Nos bastidores, é visto como um possível nome capaz de trazer uma visão mais empresarial e regional para a gestão pública.

A avaliação de aliados e observadores é de que Imbituba vive um período de estagnação econômica, sem grandes investimentos recentes, o que reforça a busca por alternativas fora do meio político tradicional.

Ainda assim, a grande incógnita permanece: Rafael estaria disposto a deixar a iniciativa privada para enfrentar o desafio político? Por ora, o cenário segue indefinido — e aberto como nunca.

AUSÊNCIA NA DISPUTA ABRE VÁCUO NA REGIÃO

O ex-prefeito de Imbituba, Beto Martins, já está de volta ao município, retomando suas atividades no setor portuário, onde construiu uma trajetória de décadas. Primeiro suplente de senador e ex-integrante da estrutura do governo estadual, ele voltou a concentrar sua agenda nos negócios privados, mantendo ritmo intenso de trabalho.

Com forte atuação junto a Secretaria Estadual de Portos, Aeroportos e Ferrovia e passagem pelo Senado na vaga da então titular Ivete da Silveira, Beto consolidou seu nome em nível estadual. Nos bastidores, era apontado como um dos favoritos tanto para a Assembleia Legislativa quanto para a Câmara Federal, com reais chances de uma eleição expressiva.

Apesar do cenário favorável e dos apelos de lideranças políticas, inclusive do governador Jorginho Mello, a decisão está tomada: Beto Martins não será candidato em 2026. Pessoa de confiança do governador, com quem mantém relação de mais de três décadas, ele seguirá à disposição, porém fora das urnas.

A ausência do ex-prefeito no pleito cria um vazio político na região Sul do estado, especialmente no campo do PL, que não deve apresentar um nome competitivo localmente. A consequência é direta: Imbituba e a região deixam de ter a oportunidade de eleger um representante com forte trânsito político e experiência estratégica na área portuária.

POLARIZAÇÃO CRESCE, CENTRO RECUA

A política nacional segue confirmando a velha máxima de Magalhães Pinto: tudo muda conforme o momento. O cenário para 2026, que parecia inicialmente desenhado com três forças claras, hoje já apresenta novas reconfigurações e incertezas.

No campo da esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva caminha para tentar a reeleição, com tendência de repetir a chapa com Geraldo Alckmin, mantendo a aliança entre PT e PSB. Pelo PL, Flávio Bolsonaro desponta como principal nome da direita, ganhando força nas pesquisas recentes, embora ainda enfrente dificuldades para consolidar um vice competitivo.

A recusa da senadora Tereza Cristina em compor a chapa evidenciou a falta de definição dentro do partido. No centro, o PSD de Gilberto Kassab viu seu principal projeto sofrer um revés com a saída de Ratinho Júnior da disputa presidencial, movimento atribuído nos bastidores à reorganização política no Paraná envolvendo Sérgio Moro.

Outros nomes como Ronaldo Caiado e Eduardo Leite seguem no radar, mas sem definição concreta. Enquanto isso, MDB, PP, União Brasil e Podemos permanecem indefinidos quanto ao rumo que irão tomar, o que reforça o caráter aberto da disputa.

A tendência é de que parte dessas siglas gravite em torno de projetos de centro ou se aproxime da candidatura do PL, enquanto o campo da esquerda deve consolidar uma frente com PT, PSB, PCdoB, PSOL e PV, além de apoios pontuais. O cenário, portanto, segue dinâmico, imprevisível e em constante transformação.

DELAÇÃO PODE ABALAR AS ELEIÇÕES DE 2026

A política nacional segue em ebulição e, como já dizia Magalhães Pinto, “política é como nuvem: você olha e ela está de um jeito, olha de novo e já mudou”. O cenário para 2026, que já se mostrava indefinido, pode sofrer um novo e profundo abalo nas próximas semanas.

Nos bastidores de Brasília, cresce a expectativa em torno da possível delação do empresário Daniel Vorcaro, que, se homologada pelo Ministério Público Federal, poderá atingir em cheio o ambiente político-eleitoral. Informações extraoficiais apontam que o conteúdo pode envolver parlamentares, governadores e até estruturas partidárias relevantes no país.

A avaliação reservada é de que se trata de uma potencial “delação bomba”, com capacidade de provocar efeitos em cadeia. Caso venha a público nos próximos 30 dias, o impacto pode ser direto na formação das alianças, na viabilidade de candidaturas e até no reposicionamento de forças políticas tanto à direita quanto à esquerda.

#RAPIDAS#

• SANGÃO: A Câmara de Sangão aprovou o IPTU Verde, com descontos entre 5% e 12% para incentivar práticas ambientais.

• TUBARÃO: O prefeito Soratto Junior garantiu R$ 3 milhões do governo estadual para obras de macrodrenagem no bairro Fábio Silva, área crítica de alagamentos.

• LAGUNA: A prefeitura de Laguna abriu consulta pública para um projeto de PPP voltado à transformação da cidade em modelo de inovação e sustentabilidade.

• IMBITUBA: Em Imbituba, mesmo com o fim do verão, a previsão é de aumento significativo nas temperaturas em abril — cenário atípico que chama atenção.

• GAROPABA: Em Garopaba, mesmo diante de instabilidades institucionais, a prefeitura confirmou a realização da tradicional Quermesse entre os dias 3 e 7 de junho.

• SÃO JOSÉ: Em São José, o vereador Cryslan de Moraes denunciou falta de transparência na aplicação de R$ 50 milhões da COSIP arrecadados em 2025.

• PENHA: Em Penha, a Procuradoria-Geral do Ministério Público Eleitoral apontou abuso de poder e recomendou a cassação do prefeito, vice e a inelegibilidade, além de envolver o deputado Ivan Naatz.

• BLUMENAU: O prefeito Egidio Ferrari esteve na China e firmou intenção para instalação de indústria de carros elétricos da empresa Wixi Xinhongye, com investimento estimado em R$ 300 milhões.

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