A transição municipal de Imbituba já passou. A primeira temporada de verão também. O primeiro ano de governo ficou para trás, a segunda temporada de verão terminou, o Carnaval acabou e março de 2026 começa com um novo cenário em Imbituba: ano eleitoral, ano de Copa do Mundo e, principalmente, ano de tirar projetos do papel.
Entre as obras prometidas pelo prefeito, uma tem potencial para se tornar o grande marco da gestão: a pavimentação da Avenida Santa Catarina, a maior avenida da cidade, que liga a região da ICC até a Lomba.
As intervenções começaram de forma discreta e já geraram questionamentos de moradores, especialmente pela retirada dos retornos entre os canteiros, que passarão a existir apenas nas cabeceiras das quadras.
A expectativa é de que ainda em março comece efetivamente o asfaltamento da via. Mas para que a obra seja realmente histórica, é fundamental que venha acompanhada de um projeto completo: drenagem eficiente, galerias pluviais adequadas, revisão da rede de água e preparação para o sistema de esgoto.
A avenida fica em área de declive e recebe grande volume de água, além de estar próxima da Lagoa da Bomba e de uma estação de tratamento de esgoto conhecida pela baixa eficiência.
Se o projeto for executado com planejamento e qualidade técnica, será um divisor de águas para o trânsito, para o desenvolvimento comercial e para a mobilidade urbana da cidade.
Caso contrário, corre-se o risco de repetir erros do passado: asfalto bonito hoje e remendos amanhã. E ninguém quer transformar uma obra esperada em um presente de grego para os moradores do Centro e do Paes Leme.
REGIÃO SUL COMEÇA A DEFINIR NOMES PARA A ASSEMBLEIA
Na semana passada este espaço analisou o cenário das pré-candidaturas a deputado federal no Sul catarinense. Agora vamos comentar um pouco sobre o cenário para a Assembleia Legislativa que possui 40 vagas e, na região, diversos nomes começam a se movimentar de olho em uma cadeira no parlamento.
O quadro ainda não é definitivo, mas tende a ganhar forma nas próximas semanas. Isso porque a chamada janela partidária e o prazo de filiação — que se encerra em 3 de abril — devem consolidar cerca de 90% das candidaturas.
Em Imaruí, surge o nome de Carol Rocha, presidente do PDT local. Já em Imbituba, dois nomes aparecem no radar: Zaga da Inkor, que ainda avalia a sigla pela qual disputará, e o ex-prefeito Rosenvaldo da Silva Júnior, que irá se filiar dia 12/03 ao PDT e entrar na disputa.
Laguna pode ter ex-vereador Kleber Kek como candidato. Em Tubarão, a advogada Leatrice Bez MDB também começa a se movimentar politicamente.
Na região ampliada aparecem nomes já consolidados, como o deputado Tiago Zilli MDB, Pepe Colaço PP, Rodrigo Minotto PDT, Jessé Lopes PL, que buscam a reeleição. Em Criciúma e região, o cenário para quem não esta no mandato é bem concorrido, nomes como Ulisses Gabriel PL, Clésio Salvaro PSD, Guilherme Colombo PL, Beto Kuerten PSD, Irani Alberton PP, Jeferson Monteiro REP, Aníbal Dário PDT, Acélio Casagrande PSD, além de Jorge Koch MDB que pode ocupar o espaço deixado por Volnei Weber.
Somando todas as movimentações, o Sul catarinense pode chegar a cerca de 20 candidaturas a deputado estadual, indicando uma disputa intensa e com diversas opções para o eleitor da região.
JANELA PARTIDÁRIA MOVIMENTA O XADREZ POLÍTICO EM SANTA CATARINA
A semana começou com a abertura da janela partidária, período em que políticos com mandato podem trocar de partido sem correr o risco de perder o cargo. O prazo vai até 3 de abril e costuma ser um dos momentos mais intensos do jogo político, quando siglas se reorganizam para fortalecer suas chapas e evitar perder lideranças.
Neste cenário, quem tem se destacado é o governador Jorginho Mello. O Partido Liberal (PL), que já possuía a maior bancada da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, com 11 deputados, deve passar por novas mudanças.
A sigla perde Nilson Berlanda, que segue para o Partido Social Democrático (PSD). Porém, a perda foi rapidamente compensada. O PL articula a chegada de quatro novos nomes: Camilo Martins, Jair Miotto, Marcos da Rosa e Junior Cardoso. Na prática, o partido não apenas recompõe a saída, mas amplia sua força e pode chegar a 14 deputados estaduais.
Outro movimento que pode mexer no tabuleiro envolve Sergio Guimarães, atualmente o último parlamentar do União Brasil na ALESC. Ele negocia uma possível ida para o Republicanos, o que esvaziaria completamente a representação estadual do União Brasil, restando no partido apenas o deputado federal Fábio Schiochet.
Caso a movimentação se confirme, o Republicanos também ganha musculatura. A legenda, que hoje conta apenas com Sergio Motta, poderá ter pelo menos dois parlamentares, com a filiação de Lucas Neves, atualmente no Podemos.
Com a máquina do governo nas mãos e boas perspectivas eleitorais, Jorginho Mello tem aproveitado o momento para ampliar seu campo político. Prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e suplentes também estão no radar das articulações.
No plano federal, a movimentação deve ser mais discreta. Até agora, a principal mudança prevista é a da deputada federal Geovania de Sá, que deixa o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e deve se filiar ao Republicanos.
Enquanto isso, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) trabalha para manter sua bancada atual, com seis deputados estaduais e três federais, sem grandes alterações até o momento. Já o PSD deve crescer com a chegada de Berlanda, passando a contar com quatro parlamentares na Assembleia.
O Progressistas (PP), por sua vez, deve manter seu quadro atual, com três deputados estaduais, sem mudanças previstas nesta janela.
A tendência é que, até o fim do prazo, novas articulações ainda apareçam. Afinal, na política catarinense, janela partidária nunca é apenas uma troca de siglas — é sempre uma disputa silenciosa por poder e espaço nas eleições que se aproximam.
CASO BANCO MASTER PODE SE TORNAR O MAIOR ESCÂNDALO POLÍTICO DO PAÍS
A prisão do presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, realizada nesta semana pela Polícia Federal, e sua transferência para um presídio de segurança máxima em Brasília elevaram a temperatura política em Brasília. Nos bastidores do Congresso, cresce a avaliação de que o caso pode se transformar no maior escândalo político já visto no Brasil, superando episódios como o Mensalão e a Operação Lava Jato.
A expectativa gira em torno da possibilidade de uma delação premiada de Vorcaro, que poderia atingir políticos, autoridades do Judiciário e gestores públicos em diferentes níveis. Mensagens e registros que vieram à tona indicariam relações do banqueiro com figuras de peso da política nacional, incluindo contatos com ministros do Supremo Tribunal Federal, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
O presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, chegou a afirmar que o caso pode representar “a maior bomba política do país” caso uma comissão parlamentar de inquérito avance na Câmara dos Deputados do Brasil. O escândalo também envolve supostos repasses financeiros e relações com lideranças políticas de diversos partidos.
Nos bastidores, parlamentares avaliam que a abertura completa das investigações pode gerar forte impacto no cenário eleitoral, atingindo desde o Congresso até governos estaduais e prefeituras. Por isso, há movimentos políticos para evitar que o caso avance em ritmo acelerado antes das próximas eleições.
#RAPIDAS#
• CÂMARA FEDERAL: A deputada Geovana de Sá conseguiu reunir as assinaturas necessárias para garantir a tramitação em regime de urgência do projeto que prevê a redução da área da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca. A proposta busca flexibilizar regras ambientais e pode beneficiar centenas de famílias que vivem na região abrangida pela unidade de conservação.
• ALESC: A Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou projeto de lei que prevê o fornecimento gratuito do medicamento Tirzepatida, conhecido comercialmente como Mounjaro, para pacientes com obesidade mórbida que tenham renda familiar mensal de até três salários mínimos.
• ITAJAÍ: O Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina determinou a suspensão do pregão presencial nº 012/2026, estimado em R$ 218 milhões, destinado à contratação de serviços de monitoramento. Segundo o órgão, foram identificadas inconsistências no planejamento e na formação do orçamento do processo licitatório.
• JARAGUÁ DO SUL: A Prefeitura, por meio do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto de Jaraguá do Sul (SAMAE), realizou audiência pública para discutir a autorização de um empréstimo de R$ 65 milhões. O município já possui cerca de 92% de cobertura no tratamento de esgoto.
• BLUMENAU: O Governo Federal autorizou a Prefeitura a captar R$ 4 milhões por meio da Lei Rouanet para a realização da 41ª edição da Oktoberfest de Blumenau.
• BALNEÁRIO CAMBORIÚ: A Justiça Eleitoral marcou para o dia 18 de março, às 14h, a audiência de instrução da Ação de Investigação Judicial Eleitoral que apura suposta fraude à cota de gênero pelo Partido Liberal. A decisão pode impactar até seis vereadores da legenda.
• FLORIANÓPOLIS: O prefeito Topázio Neto confirmou que permanecerá no Partido Social Democrático (PSD). Os rumores de uma possível migração para o Podemos foram descartados. Mesmo assim, o prefeito deverá apoiar politicamente o governador Jorginho Mello, do Partido Liberal.
• IMARUÍ: Cresce a insatisfação da população com os valores cobrados e a qualidade da água fornecida pela CASAN no município. O vereador Alencar tem questionado os critérios adotados pela companhia e afirma que poderá levar o caso à Justiça, caso não haja esclarecimentos.
• IMBITUBA: O prefeito deverá anunciar nos próximos dias o novo chefe de gabinete e também o novo secretário de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca. Esta será a terceira tentativa de preencher a chefia de gabinete. Nos bastidores, circulam os nomes dos suplentes Rafael Melo e Jesiel Antolino.
• CAPIVARI DE BAIXO: A votação do relatório final da CEI 01/2025 foi adiada após a aprovação de um recurso apresentado pelo vereador Felipe Alves. Com isso, a leitura do documento foi suspensa e a comissão poderá ser extinta, já que o prazo final para conclusão encerra em 7 de março.
• CRICIÚMA: O Supremo Tribunal Federal rejeitou o recurso do ex-prefeito Clésio Salvaro que buscava anular provas no chamado caso das funerárias. A denúncia investiga suposta organização criminosa, fraude em licitações e irregularidades na administração pública municipal.










Publicar comentário