Imbituba precisa encarar, de uma vez por todas, o drama das drenagens pluviais. Não dá mais para tratar como surpresa aquilo que se repete a cada chuva. O atual prefeito foi vereador por quatro anos, fez uma transição pacífica e já governa há um ano e dois meses. Tempo houve. O problema continua.
Basta uma chuva um pouco mais intensa para o caos se instalar. Alto Arroio, Nova Brasília, Paes Leme, Sagrada Família e o histórico Trevo da Cancha seguem como retratos do descaso. No Alto Arroio, as marginais da BR-101 evidenciam falhas de fiscalização frente as obras da CCR, vereadores preferiram o fazer vídeo para as redes sociais ao invés de fiscalizar.
O curioso é que o sol sai e parece que tudo se resolveu. Não resolveu. A água apenas baixou. As galerias continuam entupidas, a manutenção não é permanente e o planejamento segue insuficiente. Drenagem não se faz em cima da emergência, se faz com prevenção.
É preciso limpar bocas de lobo, abrir galerias, investir em obras estruturantes e, sim, conscientizar a população sobre o descarte irregular de lixo. Mas acima de tudo, é preciso prioridade política.
O município tem orçamento estimado superior a R$ 384 milhões para 2026, além de acesso a recursos estaduais e federais. Dinheiro existe. O que falta é execução.
A população não pode continuar perdendo móveis, eletrodomésticos e a tranquilidade a cada temporal. O Trevo da Cancha foi promessa para maio do ano passado. Projeto aditado, recurso anunciado — e a solução, até agora, não apareceu.
Chega de empurrar com a próxima estiagem. Água não espera. E a cidade também não deveria esperar. Estamos no ano das execuções!
SUL CATARINENSE TERÁ DISPUTA ACIRRADA À CÂMARA FEDERAL
O cenário para deputado federal no Sul catarinense já se desenha como um dos mais competitivos dos últimos anos. Entre Tubarão e Paulo Lopes, até o momento, apenas um nome surge com maior evidência: João Marcelo, o “Joma”, do MDB.
Já na região de Criciúma, a disputa promete ser pulverizada. O Partido Liberal deve apresentar três nomes fortes à reeleição: Julia Zanatta, Daniel Freitas e Ricardo Guidi, que deixou o PSD para se filiar ao PL.
O Republicanos contará com Geovania de Sa, que deve deixar o PSDB na janela partidária de abril. Já o PSD projeta Julio Garcia para a disputa federal. Também se movimenta Jose Milton Scheffer (PP), além do vereador Marcos Machado, o “Marquinhos”, pelo MDB.
Nos bastidores, comenta-se que Luiz Fernando Vampiro pode migrar para o PSD, mas não disputaria vaga à Câmara Federal, avaliando candidatura a estadual em dobradinha com Julio Garcia. A vereadora mais votada de Criciúma, Giovana Mondardo (PSOL), também já colocou a pré-campanha federal nas ruas.
Historicamente, a região teve protagonismo em Brasília com Edinho Bez e Ronaldo Benedet, ambos pelo MDB. Hoje, Criciúma mantém quatro representantes na Câmara: Julia Zanatta, Geovania de Sá, Daniel Freitas e Ricardo Guidi.
Faltando pouco mais de sete meses para a eleição, a região de Criciúma pode ultrapassar dez candidatos à Câmara Federal e manter forte representação. Já o eixo Tubarão–Paulo Lopes corre o risco de ficar sem voz em Brasília, caso não amplie seu leque de candidaturas.
CHAPA PURA, JOGO DURO: O TABULEIRO DE 2026 ESTÁ POSTO
O governador Jorginho Mello resolveu tirar qualquer dúvida que ainda pairava no ar. Na quarta-feira (25), em Brasília, na sede do Partido Liberal, ao lado de Carol De Toni, Valdemar Costa Neto e Flávio Bolsonaro, sacramentou o que já era dado como certo: Carol será candidata ao Senado pelo PL.
Com isso, o partido fecha questão e vai de chapa pura ao Senado em Santa Catarina. As duas vagas ficam com Carlos Bolsonaro e Carol De Toni. No governo, também não há mistério: Jorginho à reeleição, tendo como vice Adriano Silva. A chapa está 100% definida.
Agora começa o segundo movimento: tentar atrair o MDB. Mesmo sem espaço na majoritária, o governo negocia suplências ao Senado, espaços estratégicos e até a presidência da Alesc em 2027/28.
O problema é que o MDB anda com o pé cada vez mais longe do Palácio. Nos 15 encontros macrorregionais, a militância sinaliza majoritariamente por candidatura própria. Em segundo lugar, cresce o desejo de aliança com João Rodrigues. Apenas uma fatia pequena defende a continuidade com Jorginho.
João, aliás, trabalha sua chamada “chapa dos sonhos”: MDB na vice e a federação União Brasil/PP indicando Esperidião Amin ao Senado. Uma composição que ampliaria tempo de TV, número de candidatos e musculatura eleitoral. Porém o fechamento só poderá ocorrer após o dia 15/03 data em que encerra os encontros do manda brasa.
Nos bastidores, a leitura é clara: o segundo turno deixou de ser hipótese distante e virou cenário provável. Jorginho quer liquidar no primeiro. A oposição quer forçar o confronto final.
O tabuleiro está armado. E, desta vez, ninguém parece disposto a recuar.
BRASÍLIA EM MOVIMENTO: LULA VIAJA, MAS 2026 COBRA DEFINIÇÕES
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda intensa na Ásia e prepara encontro estratégico com Donald Trump, nos Estados Unidos. No plano internacional, protagonismo. No interno, pendências que não podem mais esperar.
De olho na reeleição, Lula precisa bater o martelo em São Paulo: qual será o papel de Fernando Haddad? Governo ou Senado? E Simone Tebet deixará o MDB para se filiar ao PSB e disputar o senado por SP? As respostas impactam diretamente o maior colégio eleitoral do país.
No Sul — Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul — o presidente ainda carece de palanques sólidos. A tentativa de aproximação com o MDB esbarra na falta de sintonia com Baleia Rossi, e a tendência hoje é que o partido libere seus diretórios estaduais, sem compromisso nacional fechado.
Do outro lado, Flávio Bolsonaro avança pelo Partido Liberal com foco cirúrgico: montar maioria no Senado. A estratégia é clara — fortalecer a bancada e ampliar poder de articulação no próximo ciclo político.
Já Ratinho Júnior aparece como alternativa competitiva, mas depende dos movimentos do PSD, sob comando de Gilberto Kassab, conhecido pela habilidade de costurar alianças improváveis.
Hoje, o cenário nacional se organiza em três eixos: Lula buscando o quarto mandato, Flávio estruturando o campo conservador e Ratinho tentando consolidar uma terceira via.
Após a agenda internacional, Lula terá de mergulhar na política doméstica. Porque, em ano pré-eleitoral, quem demora a organizar o palanque pode acabar assistindo à disputa perder força antes mesmo de começar.
#RAPIDAS#
• CRICIÚMA: O município atingiu desempenho máximo na autoavaliação de transparência e acesso à informação realizada pela Controladoria-Geral da União, por meio da plataforma Mapa Brasil Transparente. O resultado coloca a cidade entre as referências nacionais em transparência pública.
• TUBARÃO: A Prefeitura anunciou a redução da dívida municipal em R$ 82,6 milhões — de R$ 774,5 milhões para R$ 691,9 milhões — e projeta investimentos de R$ 130 milhões para 2026, sinalizando reorganização fiscal e retomada da capacidade de investimento.
• LAGUNA: O vereador Cleosmar Fernandes (MDB) fez duras críticas ao prefeito Peterson Crippa, afirmando que a cidade está “suja e mal cuidada”, chegando a classificá-la como “um lixão”. Falou ainda que prefeito gastou R$ 330mil em diárias em 2025.
• IMBITUBA: Nos bastidores da política local, circula a informação de que o prefeito poderá promover novas mudanças no secretariado. Comentários indicam que pelo menos três nomes podem deixar o primeiro escalão já no próximo mês.
• GAROPABA: A tradicional Quermesse foi confirmada e ocorrerá de 03 a 07 de julho. A programação oficial do principal evento do município será divulgada nos próximos dias.
• SÃO JOSÉ: O vereador André Guesser utilizou a tribuna para denunciar o que classificou como “caos” na saúde municipal. Filas durante a madrugada para exames e falta de medicamentos lideram as reclamações, apesar de um orçamento anual de R$ 250 milhões para a área.
• FLORIANÓPOLIS: O vereador João Paulo Ferreira (PL), conhecido como Bericó, embarcou no dia 23 para Portugal, em sua terceira viagem à Europa em seis meses. O retorno está previsto para 28/02. No ano passado, o parlamentar recebeu cerca de R$ 45 mil em reembolsos.
• JOINVILLE: Servidores municipais rejeitaram, em votação, a proposta apresentada pela Prefeitura e confirmaram greve para a próxima semana. A paralisação já é considerada inevitável caso não haja nova negociação.









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