Problema persiste na Rua Vereador Heitor Ramos e moradores denunciam novo descarte irregular em Araçatuba

Mesmo após intervenção parcial realizada pela Prefeitura de Imbituba no mês passado, o terreno baldio localizado na Rua Vereador Heitor Ramos, no bairro Araçatuba, voltou a ser alvo de denúncias por descarte irregular de resíduos.

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A área, situada em frente à Pousada Moradas do Sol, já havia sido tema de reportagem anterior do Jornal Popular Catarinense, quando moradores relataram acúmulo de lixo, entulho e alagamentos frequentes. Na ocasião, após a publicação, o município realizou uma limpeza considerada superficial pelos próprios residentes.

Agora, novas imagens e relatos indicam que o problema não apenas persiste, como voltou a se agravar.

Materiais como madeira, restos de construção, sacos plásticos e resíduos diversos voltaram a ser despejados no local. Em dias de chuva, a situação se complica ainda mais: o terreno acumula água, mistura sujeira com lama e aumenta o risco de proliferação de insetos e outros vetores.

“Limparam só para aparecer. Não resolveram. O lixo voltou e ninguém fiscaliza”, relata uma moradora que acompanha o caso desde a primeira denúncia.

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Ação paliativa ou falta de fiscalização?

A limpeza realizada anteriormente não incluiu medidas estruturais para impedir novos descartes. Não houve cercamento da área, instalação de placas de advertência, monitoramento ou fiscalização permanente.

Sem medidas preventivas, o espaço permanece vulnerável — e o resultado é previsível: o descarte irregular se repete.

Moradores questionam se o recurso público utilizado na intervenção anterior foi aplicado com planejamento adequado, já que a situação retornou ao estágio anterior em poucas semanas.

Saúde pública e responsabilidade

O acúmulo de resíduos em área urbana não é apenas questão estética. Trata-se de saúde pública. Lixo exposto, água parada e entulho criam ambiente propício para proliferação de mosquitos, roedores e outros agentes transmissores de doenças.

Além disso, o descarte irregular configura infração ambiental e deve ser coibido com fiscalização e responsabilização dos envolvidos.

Novos questionamentos ao Executivo

Diante da reincidência do problema, o Jornal Popular Catarinense reforça e amplia os questionamentos:

  • Houve fiscalização após a limpeza parcial realizada anteriormente?
  • Existe plano para cercamento ou monitoramento da área?
  • A Prefeitura identificou os responsáveis pelo descarte?
  • Quais medidas concretas e definitivas serão adotadas para impedir que o terreno continue sendo utilizado como lixão?

Acompanhamento permanente

O caso deixa claro que ações pontuais não resolvem problemas estruturais. Sem continuidade, sem fiscalização e sem planejamento, o custo recai novamente sobre a população — que convive com sujeira, riscos sanitários e sensação de abandono.

O espaço permanece aberto para manifestação oficial da Prefeitura de Imbituba.

O Jornal Popular Catarinense seguirá acompanhando o caso. Porque resolver pela metade é adiar o problema — e a comunidade merece solução de verdade.

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