O comércio varejista de Santa Catarina fechou 2025 com alta acumulada de 5,9%, desempenho quase quatro vezes superior à média nacional, de 1,6% no período. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado foi impulsionado principalmente pelo primeiro semestre. No segundo, houve desaceleração em razão dos juros elevados, mas o saldo anual foi considerado positivo pelo presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio SC), Hélio Dagnoni.
“A expectativa no início do ano não era otimista, devido ao cenário de juros e inflação elevados. Mesmo assim, o setor apresentou crescimento expressivo”, afirma.
Segundo a economista da entidade, Edilene Cavalcanti, o varejo catarinense mantém trajetória de aceleração: 2,8% em 2023, 4% em 2024 e 5,9% em 2025. Para 2026, a projeção é de alta de 4,3%, acima da estimativa nacional de 3,6% da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
A economista avalia que o ambiente macroeconômico é mais favorável, com valorização do real frente ao dólar e expectativa de queda nos juros, fatores que podem influenciar positivamente o desempenho do setor.
Segundo melhor
desempenho do país
Entre os estados, Santa Catarina teve o segundo melhor desempenho do país, atrás apenas do Amapá (8,5%). No recorte por segmentos, destacaram-se equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (9,9%), artigos de uso pessoal e doméstico (9,8%) e supermercados e hipermercados (7%).
No varejo ampliado — que inclui materiais de construção, atacarejos e veículos — o crescimento foi de 2,8%, também acima da média nacional, de 0,1%.
Hélio Dagnoni, presidente da Fecomércio/SC: “crescimento expressivo”
RCN – Rede Catarinense de Notícias









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