Turismo em baixa; confira a coluna de Jailson Teixeira

Imbituba caminha para fechar mais uma temporada de verão com gosto amargo. É o segundo ano do atual governo com a mesma equipe à frente do Turismo — e, até agora, não houve entrega à altura do potencial da cidade.

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O Réveillon teve apenas queima de fogos, sem atrações artísticas. Janeiro passou em branco. Fevereiro segue no mesmo ritmo. Nenhum evento de impacto, nenhum show, nenhuma programação que movimentasse moradores e turistas.

Às vésperas do Carnaval, a Secretaria lançou licitação para contratação de trio elétrico. Resultado? Não houve vencedor. Algo absolutamente previsível: nesta época do ano, os principais trios e estruturas já estão contratados Brasil afora. Faltou planejamento básico.

A tradicional Festa do Camarão não é realizada pelo terceiro ano consecutivo. O Natal  aconteceu com apoio da Lei Rouanet, via governo federal.

Enquanto isso, cidades vizinhas, com orçamentos muito menores, apresentam programações superiores.

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É preciso reconhecer: o secretário pode até ser bem-intencionado, mas não demonstrou preparo técnico para conduzir uma pasta estratégica. Turismo não se improvisa.

Já o prefeito, muitas vezes isolado em sua “bolha” de gabinete, cercado de fala mansa, precisa encarar a realidade. Cabe rever indicações políticas, do Vereador e buscar um nome mais capacitado.

Metade do mandato já passou. O turismo, infelizmente, ficou para trás.

MESES DECISIVOS PARA PENINHA

O prefeito Michel Nunes, único gestor do PL na região dos Lagos, entra em um período decisivo. Passado o Carnaval, os meses de março a agosto serão determinantes, especialmente no cenário que antecede as eleições.

Obras impactantes precisam sair imediatamente do papel. A revitalização da Avenida Renato Ramos da Silva, parada há quase três anos mesmo com recurso em caixa, virou símbolo de morosidade. A Manuel Florentino Machado, as lombadas, o alagamento do Trevo da Cancha e a poluição oriunda da área portuária — com forte odor de farelo de milho e soja — também exigem resposta urgente.

Não basta planejar ou licitar: é preciso iniciar obras estruturantes já nos próximos meses. O governador Jorginho Mello precisará de um palanque positivo na única cidade governada pelo seu partido na região.

Nos bastidores, já circula a formação de um grupo político, o mesmo que atuou na campanha, disposto a auxiliar a gestão. Duas reuniões já teriam ocorrido. Pós-Carnaval, o prefeito deve ser chamado para dialogar.

Resta saber se Michel será flexível, ouvirá vereadores e lideranças e aceitará apoio. Caso contrário, um eventual insucesso local poderá refletir diretamente no projeto de reeleição do governador.

PRÉ-JOGO PRESIDENCIAL

O cenário presidencial começa a ganhar contornos mais nítidos às vésperas de março. Três nomes despontam como principais protagonistas: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ratinho Júnior (PSD) e Flávio Bolsonaro (PL). Correndo por fora no PSD aparecem Eduardo Leite e Ronaldo Caiado, mas o favoritismo interno hoje pende para Ratinho.

Lula tem Geraldo Alckmin pronto para repetir a chapa, se necessário. Ainda assim, o presidente busca ampliar a coligação e mira o MDB de Baleia Rossi. O MDB, por sua vez, ensaia candidatura própria — Michel Temer chegou a ser testado em pesquisa recente. Se não prosperar, o partido pode liberar suas lideranças no primeiro turno e unificar posição apenas no segundo.

Ratinho Júnior também se movimenta. Reuniu-se com Baleia Rossi e chegou a oferecer a indicação do vice ao MDB. O PSD amplia alianças nos estados, mas evita decisões antes de março.

Já Flávio Bolsonaro trabalha com duas hipóteses: chapa pura pelo PL ou composição com a Federação União Brasil-PP. Nos bastidores, até o nome de Esperidião Amin foi ventilado para vice, sem confirmação.

O jogo, porém, só começa de fato em 1º de março. Até lá, é café, conversa e articulação.

TABULEIRO CATARINENSE EM MOVIMENTO

Assim como no cenário nacional, o jogo eleitoral em Santa Catarina começa a valer de fato em março. Mas as peças já estão se movimentando. O governador Jorginho Mello (PL) antecipou-se e fechou sua chapa: Adriano Silva (Novo) como vice e Carol De Toni e Carlos Bolsonaro ao Senado. Com isso, praticamente encerrou qualquer ponte com PSD e MDB.

O PSD, que sonhava indicar o vice ou até negociar uma vaga ao Senado, ficou fora do projeto e agora tenta reorganizar o tabuleiro. João Rodrigues intensificou conversas com MDB, PP e União Brasil. A tendência é de formação de um bloco alternativo ao PL.

O MDB já deixou claro: não participa de projeto sem espaço na majoritária. Fora da chapa de Jorginho, aproxima-se do PSD. O nome de Antídio Lunelli ganha força para eventual candidatura própria ou até como vice numa composição. Carlos Chiodini e Rodrigo Coelho também circulam como opções.

Nos bastidores, a bancada do MDB já sinalizou desembarque do governo. O partido fará 18 encontros regionais para ouvir a base.

Enquanto isso, Esperidião Amin mantém postura neutra, aguardando definição sobre a vaga ao Senado.

Março promete. Até lá, é articulação intensa — e muito café político.

#RAPIDAS#

IMBITUBA: O Prefeito Michell assinou nesta quinta-feira a ordem de serviço para pavimentação viária da Rua Romeu Pires no bairro Vila Nova Alvorada. O investimento será de R$ 429.900,00 e a execução se dará em até 90 dias.

GAROPABA: Justiça nega recurso do presidente da câmara de vereadores que visava barra a CPI do Lixo. A decisão foi proferida pelo Desembargador Diogo Nicolau Pítsica

LAGUNA: O Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE-SC) apontou irregularidades na gestão de pessoal da Prefeitura de Laguna e deu prazo para correções — um tema quente na política local.

TUBARÃO: O Cidadão Cleiton Siqueira protocolou uma ação popular contra o benefício de auxilio saúde no âmbito do legislativo aprovado recentemente através de projeto de lei junto a câmara de Tubarão.

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