Uma doença silenciosa, mas com potencial de rápida disseminação, acendeu o alerta das autoridades de saúde em Imbituba. Casos confirmados de esporotricose em felinos mobilizam a Vigilância em Saúde, clínicas veterinárias e o poder público municipal.
O que é a esporotricose
A esporotricose é uma micose causada por fungos do gênero Sporothrix, presentes no solo, em matéria orgânica e em vegetação. Historicamente, a infecção estava associada a pequenos ferimentos na pele durante o manuseio de plantas e terra.
Nos últimos anos, porém, o perfil epidemiológico mudou no Brasil. Os gatos passaram a ser os principais vetores da transmissão urbana, disseminando o fungo por meio de arranhaduras, mordidas ou contato com secreções de lesões abertas. A mudança transformou a doença em um desafio de saúde pública.
Em humanos, a infecção costuma se manifestar com feridas na pele que podem evoluir ao longo dos vasos linfáticos. Em felinos, os sinais mais comuns são lesões ulceradas, crostas, aumento de volume na face e nas patas, espirros frequentes e perda de peso.
Casos confirmados na cidade
O primeiro alerta em Imbituba ocorreu em dezembro de 2025, quando a Vigilância em Saúde foi informada por uma clínica veterinária sobre um caso suspeito em um gato capturado no bairro Campestre. Na ocasião, havia poucas informações oficiais. Posteriormente, exames realizados em laboratório particular confirmaram o diagnóstico, e o animal segue em tratamento.
Em janeiro de 2026, um segundo caso foi identificado na mesma região. Desta vez, a notificação foi imediata. Exames feitos tanto em laboratório particular quanto no laboratório oficial confirmaram a presença do fungo causador da doença.
Há ainda informações extraoficiais sobre possíveis outros focos na cidade e até pessoas em tratamento. Diante da repercussão, a prefeitura divulgou nota pública na última semana. Paralelamente, equipes da Vigilância em Saúde, sob coordenação da diretora Sandra Mara, atuam em conjunto com o Centro de Bem-Estar Animal na coleta de amostras de animais suspeitos, diagnóstico e encaminhamento para tratamento.
O caso é monitorado de perto pelas autoridades municipais.
Orientações à população
A Secretaria de Saúde reforça que a prevenção é fundamental para conter a disseminação da doença. As principais recomendações são:
- Evitar tocar em animais com feridas, especialmente gatos com lesões na face e nas patas;
- Utilizar luvas ou proteção ao manipular animais suspeitos;
- Não abandonar animais doentes, já que a esporotricose tem tratamento;
- Comunicar imediatamente a Vigilância em Saúde ou o Centro de Bem-Estar Animal ao identificar casos suspeitos;
- Usar luvas ao manusear terra ou materiais orgânicos, principalmente se houver cortes na pele;
- Lavar com água e sabão qualquer arranhão ou mordida e buscar atendimento médico ou veterinário;
- Manter gatos domiciliados, evitando acesso à rua.









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