A investigação da Polícia Federal que apura irregularidades envolvendo o Banco Master avançou em Santa Catarina e culminou na prisão de dois suspeitos em Itapema, no Litoral Norte. As detenções ocorreram na noite de terça-feira (3), durante a segunda fase da Operação Barco de Papel.
Os presos são irmãos e estavam foragidos da Justiça Federal. Contra eles, havia mandados de prisão temporária expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Federal, ambos são investigados por supostamente atuarem para dificultar o andamento das apurações relacionadas ao caso Banco Master.
A captura foi resultado de uma ação conjunta que durou cerca de seis horas, envolvendo agentes da Polícia Federal e a Guarda Municipal de Itapema. A abordagem foi realizada por equipes da Rádio Patrulha e da Ronda Ostensiva Municipal, com a presença de advogados dos investigados.
Após as prisões, os dois homens foram encaminhados ao Presídio Regional de Itapema, onde permanecem à disposição da Justiça.
Ainda durante o dia, a Polícia Federal havia cumprido mandados de busca e apreensão em um apartamento localizado no mesmo bairro. No imóvel, foram apreendidos equipamentos eletrônicos que podem contribuir para o avanço das investigações. Na ocasião, os suspeitos não foram encontrados e passaram a ser considerados foragidos.
Prisão também no Rio de Janeiro
No desdobramento da operação, outro investigado foi preso no município de Itatiaia, no interior do Rio de Janeiro. Ele foi abordado enquanto estava em um veículo alugado. A ação contou com apoio da Delegacia Especial da Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos e da Polícia Rodoviária Federal.
O suspeito foi conduzido à Delegacia da Polícia Federal em Volta Redonda e, posteriormente, encaminhado à Superintendência da PF no Rio de Janeiro, onde prestou depoimento.
Operação Barco de Papel
A Operação Barco de Papel investiga crimes contra o sistema financeiro nacional relacionados à gestão de recursos do Banco Master. Nesta segunda fase, a Polícia Federal cumpriu três mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nos estados do Rio de Janeiro e de Santa Catarina.
As medidas judiciais foram autorizadas diante de indícios de obstrução das investigações e tentativa de ocultação de provas.
Investigação sobre o Banco Master
As apurações envolvem suspeitas de irregularidades na aquisição de letras financeiras do Banco Master, instituição que foi recentemente liquidada pelo Banco Central. Conforme informações da Polícia Federal, o Rioprevidência teria aplicado aproximadamente R$ 970 milhões no banco entre 2023 e 2024.
Relatórios do Banco Central e investigações da PF indicam que o Banco Master, controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, pode ter realizado operações fraudulentas para inflar artificialmente seu balanço financeiro. As suspeitas apontam para um desvio estimado em cerca de R$ 11,5 bilhões.









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