Desembarcou
Em uma noite movimentada da política catarinense, o MDB decidiu desembarcar do governo Jorginho Mello após o término do namoro com a sigla, comunicado por telefone, sem demonstrar qualquer afetividade com Carlos Chiodini.
Na verdade, o calejado político Jorginho Mello parece ter caído em um drible de Júlio Garcia e Jorge Bornhausen, que levaram flores para Adriano Silva, em Joinville, fazendo com que o governador traísse o partido de maior capilaridade de Santa Catarina: o manda-brasa.
Presidente do NOVO detona o governo Jorginho
Crítico declarado do governo Jorginho, Eduardo Ribeiro já fez declarações de que o governador nada diferencia suas condutas das do PT e que Jorginho não está alinhado com as pautas do NOVO. Agora, parece ter abençoado o casamento com Adriano. Vai entender?
O NOVO que nasceu velho
A realidade da política é uma até que se acesse o poder. Fato.
O partido NOVO, que tinha como discurso a não utilização do fundo eleitoral, a rejeição às coligações e outras bandeiras, aos poucos vai editando sua cartilha para permanecer no poder. Adriano com Jorginho sacramenta isso. Basta ler a Revolução dos Bichos, de George Orwell, para entender como NOVO funciona.
Santa Catarina virou curral de Bolsonaro
A Constituição Federal de 1988 prevê que cada estado da federação tenha três senadores da República, colocando-os em condições iguais de debate. Porém, Bolsonaro conseguiu, na prática, distorcer essa regra sem passar por plebiscito. Ele empurra quem quiser em Santa Catarina, onde se vota sem visão estratégica, baseada apenas em discurso ideológico vazio.
Bolsonaro já exportou Seif, que tem uma das piores avaliações entre os 81 senadores, deixando o Rio de Janeiro com quatro cadeiras. Agora, quer Carlos Bolsonaro em Santa Catarina e fará com que nosso Estado fique apenas com uma cadeira, das três a que teria direito.
Adriano Silva já criticou a vinda de Carlos Bolsonaro
Em entrevista recente a Upiara Boschi, no SCC Meio-Dia, do SBT, o jornalista questionou Adriano sobre suas críticas à possível candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina.
Mais uma vez, o político do NOVO mostrou que virou “velho político” rapidinho, ao afirmar que “não conhece Carlos Bolsonaro pessoalmente, mas que é democrática a mudança dele para o Estado e que é preciso alinhamento com quem vai defender Santa Catarina no Congresso Nacional e a ideologia de direita”.
A ambição pelo poder muda discursos rapidamente.
Humilhação para a política e para os catarinenses
Uma terra próspera, que já gerou grandes resultados, vive hoje o pior momento de sua história no que tange à política. Um Estado que já teve grande representatividade no Senado, quando Luiz Henrique da Silveira chegou a concorrer à presidência da Casa, em 2015, enfrentando o poderoso Renan Calheiros, de seu próprio partido.
Hoje, joga o jogo de um ex-presidente que, para Santa Catarina, foi pífio, não deixando nenhuma obra estruturante.
Renan Filho em SC
O ministro dos Transportes, Renan Filho, esteve em Santa Catarina para anunciar uma megaobra que busca sacramentar os feitos do PT no Estado. Desde a duplicação da BR-101, a Ponte Anita Garibaldi e o Contorno Viário da Grande Florianópolis, o último gargalo é, sem dúvidas, o Morro dos Cavalos.
Dois grandes túneis, com três pistas cada, estão previstos no contrato a ser aditado com a concessionária que administra a via. A grande conexão com a América Latina ficará sem entraves. Além disso, a megaobra dará um upgrade na região, movimentando a economia durante sua execução. Bons ventos para nossa Santa Catarina.








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