Unidas pela Dança: movimento feminino transforma vidas e leva encontros gratuitos à beira-mar em Imbituba

O que começou como uma busca pessoal por saúde e sentido tornou-se um movimento coletivo de acolhimento, empoderamento e solidariedade. Aos 43 anos, enfrentando a menopausa, a depressão e o excesso de peso, Grasiane Oliveira decidiu dar um passo em direção a si mesma — e acabou abrindo caminho para dezenas de outras mulheres por meio da dança.

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Em novembro de 2025, Grasiane pesava 103 quilos e vivia uma rotina marcada pelo cansaço emocional e pela falta de autocuidado. “Eu só ia de casa para o trabalho e do trabalho para casa, cuidando de todo mundo, menos de mim”, relembra. A musculação não a motivava, até que encontrou na dança — especialmente na zumba e nos ritmos — um espaço de prazer, expressão e reconexão.

Mais do que movimento corporal, a dança tornou-se uma experiência profunda de cura. “Não era só o corpo que se movimentava, era como se a alma falasse”, conta. A prática trouxe autoestima, amizades, alegria e um novo olhar sobre a própria vida. O resultado veio também no físico: Grasiane perdeu cerca de 30 quilos e hoje pesa 78.

Encantada com o poder transformador da dança, decidiu se aprofundar na área, realizou formações e tornou-se professora de Zumba Gold (voltada para idosos), Zumba Kids, Zumba Share (para pessoas com deficiência física e intelectual) e da modalidade básica B1.

Do cuidado individual à ação coletiva

Durante esse processo, Grasiane passou a perceber uma realidade que a inquietou: muitas mulheres não tinham condições financeiras de pagar uma academia. “Algo tão transformador não podia ser tão desigual”, reflete. A partir disso, começou a mobilizar mulheres em espaços públicos, como a beira-mar e áreas comunitárias, oferecendo aulas gratuitas.

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Os encontros passaram a ser espaços de troca, socialização e fortalecimento feminino. Temas como alimentação, saúde mental, menopausa e autocuidado surgem naturalmente nas conversas. “Uma ajuda a outra, compartilha experiências, indica profissionais. A gente se fortalece juntas”, explica.

O movimento também ganhou caráter solidário. Sem cobrar pelas aulas, o grupo passou a incentivar doações voluntárias de alimentos, fraldas e itens de higiene, destinados a iniciativas sociais, como a Faxina Solidária, projeto que auxilia pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente aquelas que enfrentam depressão, promovendo dignidade por meio de ambientes limpos e organizados.

Hoje, o projeto reúne cerca de 150 mulheres nos grupos de dança e outras 78 participantes em trilhas e caminhadas. Apesar dos desafios de unir mulheres em uma sociedade marcada por competição e cobranças, o grupo cresce, se reinventa e se fortalece. Profissionais como nutricionistas, psicólogas e comunicadoras colaboram de forma voluntária. “Meu escritório hoje é um grupo de WhatsApp”, brinca Grasiane.

Agenda 2026: dança, encontro e pertencimento

Em 2026, o movimento amplia sua atuação com uma agenda especial de encontros gratuitos à beira-mar em Imbituba. As atividades acontecem, em sua maioria, na Praia da Vila, em frente ao Restaurante Marcão, com exceção de um encontro na Praia da Ribanceira. Todas as aulas são abertas à comunidade e contam com sorteio de brindes em todos os dias.

A programação inicia no dia 17 de janeiro, das 18h às 19h, com a professora Dai, de Imbituba. No dia 31 de janeiro, haverá dois encontros: das 8h às 9h, na Praia da Ribanceira, beira-mar, em frente à guarita salva-vidas, com a professora Grasi, de Imbituba; e das 18h às 19h, na Praia da Vila, com a professora Ester, de Garopaba.

Em fevereiro, as aulas seguem sempre das 18h às 19h. No dia 7 de fevereiro, a atividade será conduzida pela professora Rafa Wolffzin, de Imbituba. No dia 21 de fevereiro, a aula ficará por conta da professora Letti, de Florianópolis. Encerrando a agenda, no dia 28 de fevereiro, a dança será comandada pela professora Laura, de Laguna.

Para Grasiane Oliveira, a dança não substitui a medicina, mas caminha junto dela. “Ela é cura da alma, da mente e do corpo. Se desse para colocar a dança em uma cápsula, muita coisa seria diferente”, afirma.

Mais do que aulas, o Unidas pela Dança é um movimento de pertencimento, fé e propósito. Um convite para que mulheres ocupem espaços, cuidem de si e descubram, juntas, que quando o corpo se move, a vida também encontra novos caminhos.

Mais informações:
Instagram: @unidaspeladanca1
Contato: (51) 99620-5220

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