Paralisação ocorre na manhã desta quinta-feira (29) e envolve cerca de 50 caminhoneiros que atuam no transporte interno do terminal
Motoristas responsáveis pelos serviços de frete interno no Porto de Itapoá iniciaram uma greve na manhã desta quinta-feira (29). A mobilização ocorre nas dependências do terminal portuário e reivindica um reajuste superior a 20% nos valores pagos pelos serviços prestados.
Segundo a categoria, o pedido leva em consideração o aumento do custo de vida, além da elevação dos preços dos combustíveis e das despesas com manutenção dos caminhões — custos que são integralmente assumidos pelos próprios motoristas.
Cerca de 50 caminhoneiros participam da paralisação, que é acompanhada pela Polícia Militar e por equipes de segurança privada do porto.
Reivindicações da categoria
De acordo com o Sindicato dos Transportes Autônomos de Carga e Contêineres em Geral de Navegantes e Região (Sinditac), uma carta solicitando reajuste já havia sido encaminhada ao terminal em dezembro do ano passado, sem retorno considerado satisfatório. Diante disso, a entidade decidiu pela deflagração da greve.
O Sindicato de Empresas de Transporte de Cargas de Joinville (Setracajo) informou que pedidos de recomposição financeira são apresentados anualmente pelos caminhoneiros, porém destacou que, há pelo menos dois anos, não há reajuste nos valores pagos à categoria.
Na carta encaminhada pelo Sinditac, o sindicato aponta que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou alta de 4,68% nos últimos 12 meses, além de ressaltar que os custos com combustíveis e insumos permanecem acima da média de mercado, somados ao aumento nas despesas com manutenção dos veículos.
O documento também destaca o que classifica como desgaste acelerado na operação portuária, provocado por longos períodos de marcha lenta, paradas frequentes, filas demoradas e manobras constantes. Esses fatores, segundo o sindicato, elevam o consumo de combustível e causam danos a pneus, baterias, motores de partida e outros componentes mecânicos, gerando prejuízos diretos aos transportadores.
Pedido de reajuste
Diante desse cenário, os caminhoneiros solicitam um reajuste de 24,68% nos valores praticados tanto nas operações de retroárea quanto nas atividades realizadas no Porto de Itapoá. O percentual, conforme o sindicato, visa recompor os custos operacionais, garantir a manutenção da frota, preservar a segurança das operações e assegurar a continuidade dos serviços.
Posicionamento do porto
Em nota divulgada por volta das 9h30, o Porto de Itapoá informou que a paralisação não impactou, até o momento, o andamento das operações portuárias. O terminal não se manifestou sobre as reivindicações apresentadas pela categoria nem sobre eventuais negociações.









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