Imbituba sofre com a incapacidade da prefeitura, de resolver problemas básicos da cidade.
Quando o atual prefeito de Imbituba era vereador da cidade, em seus discursos na Câmara de Vereadores, ele pregava que tudo poderia ser resolvido com um pouco de vontade política e competência administrativa. Tudo, absolutamente tudo, poderia ser resolvido como num passe de mágica. Bastava querer.
Um ano depois de o ex-vereador virar prefeito, a cidade se encontra perplexa diante da incapacidade de resolver problemas básicos do dia a dia da população, um exemplo disso é a coleta de lixo, que se tornou irregular, sem horários e dias definidos. Quando iniciaram a instalação da nova adutora, que vem pelos bairros da ribanceira dos farias, village e vila nova, a propaganda era de que os problemas de abastecimento de água, pincipalmente da zona sul, estavam resolvidos. Veio a temporada de verão e as torneiras secaram novamente, deixando moradores e turistas a mercê de um banho na madrugada, de ter que escolher entre lavar a roupa ou guardar o pouco de água para se alimentar no dia seguinte. Situação muito mais grave, para quem não tem acesso e nem condições de instalar uma caixa d’água em casa ou gastar com água mineral nos mercados.
Mas nem só de sede e lixo sofre a população.

Com as mudanças climáticas, as condições do tempo se tornaram muito mais instáveis. Com chuvas curtas e intensas ou calor extremo. Com esses fenômenos cada vez mais constantes, ruas alagaram, casas foram inundadas, bens materiais foram perdidos enquanto o prefeito mandava para a câmara, um projeto de lei aumentando o numero de cargos comissionados em seu governo.
Por outro lado, em torno de 6 milhões de reais foram gastos em veículos. 300 mil em fogos no pior réveillon que a cidade teve nos últimos anos; sem show, sem segurança, sem planejamento e completamente sem graça, só perdendo para a precária decoração natalina, que teve como destaque um castelo de luz no calçadão, que dividiu opiniões em relação ao bom ou mau gosto da instalação.
Financeiramente, a prefeitura entrou no SPC e ficou sem crédito, não podendo receber repasses de emendas parlamentares ou financiamentos dos governos estadual e federal. Dessa forma as obras do governo Rosenvaldo Junior, muitas delas, mais de um ano depois da posse, continuam sem conclusão.
A tão propagada relação política/amistosa com o porto de Imbituba, se demonstrou ineficiente na prática. Mesmo tendo um imbitubense na direção, a relação abusiva permanece ainda hoje. O porto ajuda a cidade com seus impostos e empregos, mas por outro lado, mantem uma postura de total desrespeito com o município. Cargas de soja e milho se espalham pelo acesso norte, proliferando ratos, pombos e caramujos africanos, além de um mau cheiro constante. A sinalização da via de entrada norte, esta coberta por sujeira ou sumiu devido a falta de manutenção. As lombadas afundaram com o peso excessivo dos caminhões. Para quem tinha o sonho de ser prefeito de Imbituba, o atual diretor presidente do porto, está deixando muito a desejar no quesito responsabilidade e sensibilidade com a cidade.

Não há um destaque no governo. O nome da maioria do secretariado é desconhecido pela população. A vice prefeita, que também ocupa o cargo de secretaria de saúde, conseguiu alguma notoriedade através de uma fala xenofóbica e preconceituosa sobre os imigrantes da cidade. Tentou se explicar, mas não conseguiu justificar o erro.
Como se não bastasse, funcionários públicos relatam casos de perseguição e desrespeito cotidianamente.
Durante os últimos três anos do seu mandato de vereador, ele acusou o governo municipal de corrupto. Agora tem o Ministério Público investigando seu ex-chefe de gabinete e o secretário de educação, por recebimento de gratificações indevidas.
Porém, não faltaram recursos para aumentar em mais de 50 por cento o salário do prefeito, já nos primeiros dias de 2025, elevando o vencimento para R$ 22.000,00 e por extensão, de seus secretários, onerando ainda mais os cofres públicos. E felizmente para Imbituba, os vereadores num raro momento de lucidez, barraram a criação de centenas de cargos comissionados, que passariam a integrar a folha de pagamento.
Enquanto o governo municipal vai tropeçando, atrapalhado em meio ao caos instalado, a população mostra sua insatisfação protestando contra a falta de água, contra o lixo acumulado nos bairros, a falta de segurança, a falta de médicos, a falta de ônibus, a falta de governo e pela desesperança em relação ao futuro, que se torna cada dia mais incerto.
Como dizia o poeta, “Meninos mimados, não podem governar a nação“ e nem mesmo, uma cidade de porte médio como Imbituba.









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