Uma operação policial apreendeu 41 cobras exóticas e 264 ovos da mesma espécie, próximos de eclodir, em Assis, no interior de São Paulo, na quarta-feira (14). Os animais estariam sendo enviados pelos Correios para Florianópolis e comercializados de forma ilegal em diferentes estados do país.
A investigação começou após denúncias que levaram à interceptação de duas cobras postadas em Bauru (SP) com destino à capital catarinense. A partir disso, a Polícia Civil de São Paulo, com apoio da Polícia Ambiental, localizou o suspeito em uma residência onde funcionava um esquema de criação clandestina, com ovos mantidos em incubadoras improvisadas e animais embalados em pequenas caixas para envio.
O homem, de 39 anos, utilizava dados falsos para realizar as postagens e foi preso em flagrante por crime ambiental. Além da prisão, ele recebeu multa de R$ 20,4 mil. Conforme a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, as cobras foram encaminhadas ao serpentário de Botucatu, onde recebem cuidados especializados.
As cobras apreendidas são da espécie corn snake, originária da América do Norte. Apesar de não peçonhentas e consideradas dóceis — o que as torna populares como animais de estimação exóticos —, elas não são nativas do Brasil. Por isso, a criação e a comercialização sem autorização ambiental são ilegais e podem causar desequilíbrios ao meio ambiente caso sejam soltas na natureza.
Casos semelhantes já haviam sido identificados em Santa Catarina. Em 2022, a Polícia Civil catarinense descobriu um mercado ilegal da mesma espécie no Norte da Ilha, em Florianópolis. Em 2025, uma corn snake também foi encontrada pela Polícia Ambiental em uma garagem de Balneário Camboriú.










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