O Porto de Itajaí apresentou, na última semana, os resultados econômicos e operacionais do primeiro ano sob gestão federal. O balanço foi divulgado durante seminário institucional realizado na sede do terminal e marcou a consolidação da retomada das operações após um período de paralisação e dificuldades financeiras.
De acordo com os dados apresentados, o porto saiu de um cenário de endividamento superior a R$ 100 milhões para encerrar o período com faturamento próximo de R$ 180 milhões. O desempenho também refletiu positivamente na arrecadação municipal, com mais de R$ 4,5 milhões em Imposto Sobre Serviços (ISS) destinados ao município de Itajaí, além da quitação integral das dívidas herdadas da gestão anterior.
A recuperação financeira foi acompanhada pela retomada das atividades operacionais. O terminal registrou crescimento acelerado na movimentação de cargas, com pátios ocupados, navios atracados e reativação das operações de carga geral, contêineres e passageiros. Segundo a superintendência, o porto já se aproxima da marca de 50 mil contêineres movimentados na área arrendada, índice considerado acima da média nacional para portos em processo de retomada.
Para o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, a federalização foi decisiva para reverter o quadro crítico vivido anteriormente. “A federalização não foi apenas um ato administrativo, mas uma decisão estratégica para salvar o porto, proteger empregos e devolver à cidade o seu principal motor econômico”, afirmou.
Durante o evento, também foi formalizado o convênio de gestão transitória entre a Superintendência do Porto, a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) e o Município de Itajaí. O acordo garante estabilidade institucional e segurança jurídica enquanto avança a estruturação do modelo definitivo de governança, que prevê a futura criação da Companhia Docas de Santa Catarina.
Além dos resultados já alcançados, foram anunciadas novas frentes de investimento, incluindo dragagem do canal de acesso, modernização tecnológica e requalificação da infraestrutura portuária. As medidas são consideradas essenciais para ampliar a competitividade do Porto de Itajaí no cenário nacional e internacional e assegurar previsibilidade logística de longo prazo.
O impacto da retomada também foi destacado sob a ótica regional. Segundo o presidente do Sebrae, Décio Lima, grande parte das operações do porto está diretamente ligada às micro e pequenas empresas, especialmente nos setores de comércio exterior e logística. “A normalização das atividades portuárias contribui para a geração de emprego, renda e para o fortalecimento da economia catarinense”, ressaltou.
Ao final do seminário, as autoridades avaliaram que a federalização cumpriu o papel de restabelecer a capacidade operacional e financeira do Porto de Itajaí, reposicionando o terminal como um ativo estratégico para o desenvolvimento econômico de Santa Catarina e do Brasil.









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