O prefeito de Imaruí, Patrick Corrêa (Republicanos), foi condenado pela Justiça de Santa Catarina a 22 anos e 10 meses de prisão em um processo decorrente da Operação Mensageiro, que investiga irregularidades em contratos de coleta de lixo em diversos municípios catarinenses. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (18) pela 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).
A pena estabelecida inclui 19 anos, quatro meses e cinco dias de reclusão em regime inicial fechado e outros três anos e seis meses de detenção em regime inicial semiaberto. Além da prisão, o prefeito foi condenado ao pagamento de multa no valor de R$ 4,9 mil e à perda de R$ 150 mil, quantia que será destinada ao Estado.
O acórdão também determina a perda do mandato eletivo. No entanto, como ainda cabe recurso, Patrick Corrêa poderá permanecer no cargo até que o processo seja concluído definitivamente, quando não houver mais possibilidade de questionamento judicial.
Patrick Corrêa chegou a ficar preso preventivamente por cerca de cinco meses em 2023, período em que se tornou réu na investigação. Ele também foi afastado do cargo por decisão judicial durante seis meses, retornando à prefeitura em março de 2024. Apesar do processo em andamento, foi reeleito nas eleições municipais de outubro do mesmo ano.
De acordo com o Ministério Público, o prefeito teria solicitado pagamento indevido para autorizar a quitação de valores em atraso da Prefeitura de Imaruí com a empresa Serrana Engenharia, apontada como central no esquema investigado. Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, os investigadores localizaram R$ 10 mil em dinheiro na mesa do prefeito, fato considerado indicativo de recebimento de vantagem ilícita.
As investigações também apontam que Patrick Corrêa teria recebido repasses mensais de R$ 5 mil entre março de 2021 e maio de 2022. Segundo o Ministério Público, o total de vantagens supostamente recebidas de forma irregular chega a R$ 160 mil. A defesa do prefeito nega as acusações e informou que irá recorrer da condenação ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), afirmando confiar em uma reavaliação do caso pela instância superior.










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