Imbituba – SC
A população de Imbituba amanheceu nesta segunda-feira com uma notícia alarmante: o Hospital São Camilo reduziu drasticamente os atendimentos de emergência por falta de pagamento dos trabalhadores, mesmo após promessas diretas do prefeito Michel Peninha e da secretária municipal de Saúde, Madalena, de que o problema seria resolvido.
Profissionais relataram que, há dias, comunicaram o risco de paralisação devido ao atraso salarial — e que, mesmo diante da gravidade, nenhuma solução concreta foi apresentada.
Uma das mensagens recebidas pela reportagem resume o clima de abandono:
“Circula entre trabalhadores da saúde a informação de que o Hospital São Camilo poderia paralisar os atendimentos de emergência devido ao atraso salarial. A equipe afirma que já solicitou solução, mas não houve resposta. Segundo eles, o prefeito e a Secretaria de Saúde chegaram a prometer o pagamento, porém até agora não houve repasse nem qualquer esclarecimento oficial.”
Diante da falta de resposta, funcionários confirmaram que, a partir de hoje, somente serão atendidas fichas de emergência amarelas e laranjas, deixando de fora pacientes que, embora não estejam em risco imediato de morte, dependem do serviço público para não piorarem ou não ficarem desassistidos.
Outro trecho enviado pelos profissionais reforça o abandono:
“Hoje estamos com redução dos atendimentos no hospital. Sugerimos avisarem a população.”
PREFEITURA FALHOU EM GARANTIR O BÁSICO: PAGAR QUEM SEGURA A SAÚDE DA CIDADE
A crise expõe mais uma falha grave da gestão municipal.
O prefeito Michel Peninha e a secretária Madalena prometeram resolver a situação, mas não cumpriram — e o resultado é uma população inteira à mercê da própria sorte.
Profissionais da saúde estão exaustos, desrespeitados e obrigados a manter o funcionamento mínimo sem o salário que lhes é devido.
É inadmissível que a administração municipal trate a saúde pública como se fosse um improviso constante.
A POPULAÇÃO PAGA A CONTA DA INCOMPETÊNCIA
A redução dos atendimentos no São Camilo não é apenas um problema administrativo — é uma questão de vida ou morte.
Quando um hospital deixa de atender casos considerados “menos urgentes”, isso significa:
- diagnósticos atrasados,
- agravamento de doenças,
- pessoas esperando até piorar para serem atendidas,
- risco maior para idosos, crianças e trabalhadores.
O caos nunca começa de repente — ele é fruto de gestão fraca, promessas vazias e falta de responsabilidade pública.
PERGUNTAS QUE A PREFEITURA PRECISA RESPONDER AGORA
- Por que o pagamento não foi realizado no prazo?
- Para onde está indo o dinheiro destinado à Saúde?
- Por que a prefeitura prometeu resolver e não cumpriu?
- Por que a população não foi avisada oficialmente?
- Quem assume a responsabilidade pelas vidas colocadas em risco?
A CIDADE NÃO MERECE VIVER ÀS ESCURAS
Enquanto o prefeito Michel Peninha posa para fotos e divulgações institucionais, a realidade mostra outra Imbituba: profissionais de saúde desvalorizados, população sem atendimento e um hospital tentando funcionar no limite.
Não há como falar em “gestão eficiente” quando nem o salário dos trabalhadores da linha de frente é pago.
Essa matéria é um alerta, um pedido de transparência e uma cobrança pública.
Imbituba merece respostas — e merece respeito.








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