Imbituba voltou a viver uma cena de tensão nesta terça-feira (14). O homem que, na semana passada, havia sido encaminhado ao Hospital São Camilo durante um episódio de surto psicótico, voltou às ruas sem qualquer acompanhamento, repetindo o comportamento de invadir carros e agir de forma completamente desorientada.
A reincidência expôs uma falha grave na atuação dos órgãos públicos responsáveis — especialmente Secretaria Municipal de Saúde, Prefeitura de Imbituba, Assistência Social e demais setores competentes.
🚨 Surto se repete e termina em violência
Nesta terça, o morador voltou ao centro da cidade e outros pontos de Imbituba, abrindo veículos e colocando em risco a própria integridade e a de terceiros.
Antes da chegada das autoridades, populares o agrediram com socos, chutes e pontapés, numa tentativa desesperada de contê-lo. As cenas, filmadas por moradores, circularam rapidamente pelas redes sociais.
Apesar da violência ser injustificável, a população questiona por que a situação chegou a esse ponto — e aponta a ausência do poder público como principal causa.
❗ A pergunta que ecoa pela cidade: onde está o poder público?
A liberação do homem após o primeiro surto e a ausência de acompanhamento nos dias seguintes levantam questionamentos sérios:
🔹 Secretaria de Saúde:
Por que ele foi liberado tão rapidamente?
Qual protocolo foi adotado no atendimento?
Existe equipe preparada para casos de crise psiquiátrica?
🔹 Assistência Social:
Por que não houve acolhimento?
Por que não houve busca ativa, acompanhamento familiar ou encaminhamento para serviços especializados?
🔹 Prefeitura de Imbituba:
Onde está o plano municipal para lidar com casos de saúde mental em situação de risco?
Por que não houve resposta preventiva após o primeiro episódio?
🔹 Órgãos competentes de segurança e saúde:
Quais medidas serão tomadas para evitar que a situação se repita?
😟 População assustada e sensação de abandono
Moradores relatam medo, insegurança e indignação. A sensação, cada vez mais evidente, é de que a cidade está sozinha diante de um problema que deveria ser tratado com política pública, não com improviso ou violência coletiva.
O risco é concreto:
se alguém entra em um carro, amanhã pode entrar em uma casa. Quem assume a responsabilidade?
E mais: por que a solução tem vindo pelas próprias mãos da população, e não pelas mãos do poder público?
📰 Jornal Popular Catarinense cobra respostas
Estamos encaminhando questionamentos formais à:
- Secretaria Municipal de Saúde
- Prefeitura de Imbituba
- Assistência Social
- Hospital São Camilo
- Guarda Municipal
- Polícia Militar
A comunidade exige — e merece — esclarecimentos imediatos e ações efetivas.
A matéria será atualizada à medida que as respostas forem enviadas.










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