Esquema criminoso desviou cerca de R$ 10 milhões em três anos; grupo alterava dados de doações feitas por consumidores
A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu a investigação sobre um esquema de desvio de doações realizadas por meio das faturas de energia elétrica da Celesc. Seis pessoas foram indiciadas pelos crimes de associação criminosa, estelionato eletrônico, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e fraude processual.
O grupo, com base em Joinville, simulava arrecadações beneficentes por meio de uma empresa contratada para gerenciar donativos. De acordo com a investigação, eles modificavam arquivos digitais enviados à Celesc, fazendo com que os valores doados fossem transferidos para contas ligadas a uma associação de fachada.
Durante três anos, o golpe causou um prejuízo estimado em R$ 10 milhões, atingindo cerca de 14,6 mil consumidores e diversas instituições filantrópicas catarinenses — entre elas, hospitais de Brusque, Blumenau, Indaial, Chapecó e Rio do Sul.
A polícia apurou que os criminosos começaram atuando de forma legítima, até conquistarem credibilidade no mercado. Depois, passaram a alterar planilhas mensais e criar empresas fictícias para movimentar o dinheiro ilícito. Foram apreendidos veículos de luxo, uma lancha e uma coleção de whiskies importados, avaliados em cerca de R$ 40 mil, usados para lavar o dinheiro.
A Celesc informou, em nota, que não tem participação na gestão das doações e apenas repassa integralmente os valores autorizados pelos consumidores. A companhia afirmou ainda que reforçou os mecanismos de controle e passou a emitir alertas aos clientes sempre que há cobranças de doações nas faturas.









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