Cães latem antes de surgir nova marca misteriosa em lavoura no Oeste de SC

Moradores de Ipuaçu, no Oeste de Santa Catarina, voltaram a testemunhar um fenômeno que intriga a região há anos: o aparecimento de um novo agroglifo — desenho enigmático surgido em uma plantação de trigo, próximo à rodovia de acesso ao município.

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Durante a madrugada, moradores relataram intensa agitação dos cães, que latiram por longos minutos sem motivo aparente. Horas depois, ao amanhecer, um grande círculo com formas geométricas surgiu entre as espigas, despertando curiosidade e especulações.

O morador Ruan Ramilo, que vive a menos de um quilômetro do local, contou que percebeu a movimentação dos animais antes da aparição da marca. “Não vimos luzes, mas os cachorros estavam inquietos a noite toda”, relatou. Pela manhã, a figura já podia ser vista claramente da estrada — um círculo principal, um triângulo e uma linha trançada ao redor, formando um desenho simétrico e impressionante.

Ele afirma que acompanha os fenômenos desde 2010 e destaca que esta formação parecia “mais bonita e detalhada” do que as anteriores. “A gente fica intrigado com a perfeição desses desenhos. É difícil entender como alguém conseguiria fazer algo assim durante a noite, com tamanha precisão”, completou.

O caso rapidamente se espalhou pelas redes sociais, e curiosos da região tentaram visitar o local antes que o terreno fosse colhido. “Nos grupos, todo mundo comenta, querendo saber se ainda dá pra ver”, contou Ruan, entre risos.

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Essa não é a primeira vez que Ipuaçu atrai atenção nacional por marcas misteriosas nas lavouras. Desde o final dos anos 2000, formações complexas aparecem periodicamente nas plantações, sempre durante o período de colheita do trigo — quando os caules estão mais flexíveis, o que facilita o surgimento dos desenhos.

Especialistas e ufólogos analisam o novo agroglifo. O pesquisador Luiz Prestes Junior afirmou que, pela complexidade da figura e pela simetria dos traços, o desenho apresenta características de um agroglifo autêntico. Ele explica que este é o período em que esses fenômenos costumam ocorrer, devido às condições ideais das lavouras.

Enquanto alguns moradores acreditam que há intervenção humana por trás das marcas, outros preferem manter viva a hipótese de fenômenos inexplicáveis. “Todo ano a gente espera pra ver se aparece. Desta vez veio mais tarde, mas apareceu de novo… e continua o mistério”, conclui Ruan.

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