Uma aposentada de Parobé perdeu R$ 255 mil em um golpe do falso advogado, revelando a sofisticação de quadrilhas que usam dados reais da Justiça para enganar vítimas. O prejuízo nacional já soma R$ 2,8 bilhões nos últimos três anos.
O que parecia o fim de uma longa espera por uma pensão virou um pesadelo para uma aposentada de Parobé, no Rio Grande do Sul. Ela foi vítima de um golpe sofisticado, aplicado por criminosos que se passaram por sua advogada e exigiram depósitos para liberar o suposto benefício judicial.
A mulher, que preferiu não se identificar, relatou que recebeu mensagens urgentes solicitando transferências via PIX para liberar valores altos. Ao todo, foram nove depósitos, totalizando R$ 255 mil, suas economias de toda uma vida.
“Eles te fazem uma lavagem cerebral”, disse a vítima ao Fantástico.
Quadrilha usava dados reais de advogados
Segundo a Polícia Civil, os golpistas operavam em vários estados e usavam documentos autênticos, prints de processos reais e contas falsas em nome de advogados para convencer as vítimas. A verdadeira advogada, Leandra Wichmann, teve sua identidade usada indevidamente e confirmou que nunca solicitou valores antecipados.
“Eles foram no processo da Justiça Federal, fizeram prints da procuração, mostraram para ela um comprovante no meu nome, mas era uma conta falsa”, explicou Leandra.
Alerta dos especialistas
Especialistas reforçam que pagamentos judiciais nunca são feitos por PIX ou transferência direta. O dinheiro é depositado em juízo e só pode ser liberado por alvará judicial. A recomendação é desconfiar de qualquer pedido urgente de pagamento e verificar diretamente com o advogado responsável.
O golpe do falso advogado já causou prejuízos de R$ 2,8 bilhões no Brasil nos últimos três anos, segundo levantamento da Polícia.









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