Sismógrafos são instalados em cidades de SC para investigar as profundezas da Terra

Pesquisadores do Observatório Nacional, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), iniciaram a instalação de 29 sismógrafos em cidades catarinenses como parte de uma investigação nacional sobre a estrutura profunda da Terra. A iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre a formação e a dinâmica das bacias sedimentares de Santos e Pelotas, consideradas estratégicas do ponto de vista científico e econômico.

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Os equipamentos começaram a ser instalados em 19 de outubro e permanecerão em operação por cerca de um mês. As cidades contempladas vão de Tijucas, na Grande Florianópolis, até Lebon Régis, no Oeste do estado.

O que os sismógrafos vão medir

Os sismógrafos são capazes de detectar movimentos do solo, ondas sísmicas e ruídos ambientais. Segundo o sismólogo Gilberto Leite, o objetivo é captar as ondas acústicas geradas no mar durante um levantamento sísmico conduzido por instituições europeias, com apoio do navio alemão RV Merian.

“O estudo vai permitir uma visão mais completa da estrutura profunda, do continente até o oceano”, explica Leite.

Por que isso importa

A região Sul do Brasil tem papel fundamental na história geológica do planeta. Segundo o Observatório Nacional, a separação entre América do Sul e África e a atividade magmática intensa na Bacia de Pelotas são fenômenos que ajudam a entender a interação entre a crosta terrestre, o manto e as chamadas plumas mantélicas.

“Essa assimetria entre as bacias fornece informações importantes sobre os processos geodinâmicos que moldaram a margem sul do Atlântico”, detalha Leite.

Onde ficam as bacias estudadas

  • Bacia de Santos: abrange os litorais do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina
  • Bacia de Pelotas: localizada entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina

A campanha científica segue até dezembro e deve gerar dados relevantes para a evolução geológica da margem sul do Brasil.

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