A comunidade surda foi o centro das atenções na primeira edição do Seminário de Formação de Professores para o Ensino Bilíngue de Surdos, realizado pelo Parlamento catarinense nos dias 30 de setembro e 1º de outubro, em Florianópolis. O evento reuniu gestores públicos, especialistas, educadores e lideranças acadêmicas de instituições como UFSC, Udesc, IFSC e do Ministério Público, além de representantes da FENEIS, ASGF, ASSUL e gestores surdos que ocupam cargos públicos relevantes.
A iniciativa partiu da Comissão de Educação e Cultura, presidida pela deputada Luciane Carminatti (PT), com apoio da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência e da Escola do Legislativo. O objetivo foi debater os desafios e as perspectivas da educação bilíngue de surdos no Brasil, com foco na formação docente e na construção de políticas públicas inclusivas.
Durante a abertura, Luciane destacou:
“Não existe democracia sem inclusão efetiva. A formação docente é o pilar desse processo. O que estamos fazendo aqui, com este evento, é algo inédito no país.”
Santa Catarina se destaca nacionalmente por iniciativas pioneiras, como o Campus Palhoça Bilíngue (IFSC) — único da rede federal com esse perfil — e o curso Letras-Libras da UFSC, referência na formação de professores para a área.
Como desdobramento do seminário, a deputada anunciou que protocolará um projeto de lei para criação e distribuição de uma cartilha voltada às famílias surdas de Santa Catarina, com orientações sobre seus direitos e caminhos de inclusão.








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