Imaruí recebeu na manhã desta quinta-feira (11), a visita de um representante do Ministério da Pesca e Aquicultura, que confirmou o repasse de R$ 468 mil para fortalecer a cadeia da pesca artesanal. Os recursos serão destinados à implantação de uma unidade de beneficiamento do pescado e ao transporte refrigerado, além de contemplar ações de apoio cultural, valorização dos reimeiros e fortalecimento do Fórum Estadual da Pesca Artesanal.
Na ocasião, também foi assinada a criação do curso de extensão “Técnicas tradicionais e sustentáveis de rema para pescadores artesanais”, que pretende preservar saberes locais e promover práticas mais adequadas à realidade da pesca artesanal em Imaruí.
Atraso no seguro-defeso gera tensão entre pescadores
A agenda contou com a presença da Deputada Federal, Ana Paula Lima, Secretário Nacional da Pesca, Cristiano Ramalho, Superintendente Jean Ricardo, lideranças locais, representantes da prefeitura, pastoral dos pescadores e moradores da comunidade pesqueira. No encontro, no entanto, a principal preocupação levantada foi o atraso no pagamento do seguro-defeso, benefício fundamental para garantir renda durante o período em que a pesca é proibida para preservação das espécies. Segundo relatos, até agora nenhum pescador do município recebeu o auxílio, situação que tem provocado dificuldades financeiras e até risco de fome.
O secretário reconheceu os impactos do atraso e explicou que o problema decorre de fraudes detectadas em gestões anteriores, o que levou a auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU). “Nosso compromisso é com o pescador de verdade. Estamos ajustando o sistema para garantir que o benefício chegue a quem realmente precisa e eliminar os fraudadores”, afirmou.
Ele garantiu que o governo federal está empenhado em normalizar os pagamentos, mas reforçou a necessidade de seguir os trâmites legais para evitar responsabilizações. “Sabemos que há famílias passando fome. O presidente Lula trata o seguro-defeso com muito carinho e o benefício será pago”, assegurou, destacando que pretende retornar ao município para acompanhar de perto a execução das medidas anunciadas.
Enquanto aguardam, representantes locais classificam a situação como urgente. Pescadores relataram que, sem alternativas, alguns têm recorrido à pesca ilegal, o que tem resultado em apreensões e ainda mais prejuízos às famílias que dependem exclusivamente dessa atividade.










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