Eleitorado com 60 anos ou mais cresce e já representa quase um quarto dos eleitores brasileiros
O Brasil está envelhecendo — e essa transformação também aparece nas urnas. Nas Eleições Gerais de 2026, 37.457.537 pessoas com 60 anos ou mais estão aptas a votar, segundo dados consolidados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esse contingente representa 23,60% de todo o eleitorado brasileiro.
Em 2022, eram 32.891.438 eleitores nessa faixa etária, correspondentes a 21,02% do eleitorado. Em quatro anos, portanto, o número cresceu em mais de 4,5 milhões de pessoas.
O dado revela uma mudança importante na composição do eleitorado brasileiro. Enquanto aumenta a participação proporcional das faixas mais velhas, o peso de outros grupos etários diminui. Para 2026, o TSE registra um eleitorado nacional superior a 158 milhões de pessoas.
Mais do que um número eleitoral, o crescimento da população idosa nas urnas acompanha uma transformação demográfica do próprio país. São milhões de brasileiros que acumulam experiências de diferentes períodos da história nacional e que continuam participando diretamente das escolhas feitas pelo voto.
60 ANOS NÃO SIGNIFICA VOTO FACULTATIVO
Uma dúvida ainda comum precisa ser esclarecida: o voto não passa a ser facultativo aos 60 anos.
De acordo com as regras da Justiça Eleitoral, o voto é obrigatório para brasileiros alfabetizados entre 18 e 70 anos. A partir dos 70 anos, o comparecimento às urnas passa a ser facultativo. Pessoas analfabetas também têm voto facultativo, independentemente da idade.
Assim, uma pessoa de 60, 65 ou 69 anos continua sujeita à obrigatoriedade eleitoral, caso seja alfabetizada e esteja regularmente inscrita. Já quem tem mais de 70 anos pode escolher se deseja votar.
DIREITO DE VOTAR COM PRIORIDADE
A legislação eleitoral também estabelece garantias específicas para o eleitorado idoso.
Pessoas com 60 anos ou mais têm prioridade na fila de votação. Para aquelas com mais de 80 anos, a prioridade é absoluta: elas têm precedência sobre os demais eleitores, independentemente do momento em que chegam à seção eleitoral.
As regras fazem parte das medidas de acessibilidade e proteção previstas pela Justiça Eleitoral para garantir que o exercício do voto aconteça de maneira digna e segura.
UMA PRESENÇA QUE CRESCE
O crescimento da participação proporcional dos eleitores mais velhos coloca essa parcela da população em uma posição cada vez mais significativa dentro do eleitorado brasileiro.
Não se trata de atribuir a esse grupo uma posição política única. Pessoas idosas, assim como os demais segmentos da sociedade, possuem diferentes histórias, necessidades, opiniões e escolhas.
O que os números mostram é outra coisa: eles são uma parcela cada vez maior de quem decide, pelo voto, os representantes que ocuparão os principais cargos públicos do país.
Nas eleições de 2026, estarão em disputa os cargos de presidente e vice-presidente da República, governadores e vice-governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais.
E, entre os milhões de brasileiros chamados às urnas, quase um em cada quatro terá 60 anos ou mais.
É uma presença que cresce — e que ajuda a contar a história de um Brasil que também está mudando de idade.









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