Grupo formado por José Luiz, Alexandre e Pedrinho reúne diferentes gerações do samba e do pagode em um projeto que chega ao Arena Cultural
Alguns projetos musicais nascem de grandes planos. Outros simplesmente acontecem quando a vida coloca novamente no mesmo caminho pessoas que já carregavam, há muito tempo, uma paixão em comum.
Foi assim que nasceu o A3, projeto de pagode formado por José Luiz, Alexandre e Pedrinho, três músicos que trazem na bagagem histórias diferentes, mas que encontraram no samba e no pagode um ponto de encontro.
E a história começa justamente pela amizade.
José Luiz conta que já conhecia Alexandre, o Ale, há muitos anos. Os dois já haviam dividido momentos e experiências dentro do pagode. Depois de um período morando em Florianópolis, José Luiz retornou a Imbituba há cerca de um ano. Foi nesse reencontro com a cidade e com antigos parceiros que novos caminhos começaram a surgir.
No percurso apareceu também Pedrinho, mineiro que carrega uma trajetória ligada ao pagode de Minas Gerais e que passou por diferentes bandas antes de chegar à região.
Alexandre, por sua vez, também traz experiência em grupos de Imbituba e da região, além de trabalhos como músico freelancer.
José Luiz completa esse encontro com sua própria história no pagode de Imbituba e também experiências vividas no cenário musical de Florianópolis.
Três trajetórias.
Três histórias.
Três instrumentos.
E uma ideia em comum.
É no pagode!
O projeto nasceu com uma proposta simples e, ao mesmo tempo, muito especial: promover um encontro mensal de pagode na Arena Cultural, em Imbituba.
A intenção é criar um ambiente descontraído, onde diferentes gerações possam se encontrar através da música.
O repertório percorre os grandes pagodes dos anos 1990 e de períodos anteriores, passando pelo partido-alto e por sucessos que marcaram uma geração. Pedrinho chega com essa memória musical e com o conhecimento de quem traz na bagagem uma forte ligação com o pagode mineiro.
Do outro lado, Alexandre ajuda a trazer o presente para a roda, apresentando referências do samba e do pagode contemporâneos.
É justamente esse encontro entre memória e atualidade que dá identidade ao projeto.
A ideia é revisitar músicas que fizeram parte da vida de muita gente, mas sem deixar de olhar para aquilo que o samba e o pagode estão produzindo hoje.
Por que A3?
O nome também nasceu de uma conversa entre amigos.
Depois de muitas possibilidades, José Luiz lançou a ideia:
“É a três.”
E fez sentido.
São três músicos.
Três amigos.
Três histórias que se encontram.
Três pessoas correndo atrás do mesmo sonho e batalhando juntas para fazer o projeto acontecer.
O nome ficou.
E assim nasceu o A3.
Três músicos, uma roda de pagode
O grupo é formado por:
Alexandre (Ale) — vocal e pandeiro
Pedrinho — vocal e reco-reco
José Luiz — percussão
Juntos, eles querem transformar a Arena Cultural em um ponto de encontro para quem gosta de samba e pagode.
A proposta é começar com encontros uma vez por mês e, se o projeto ganhar a resposta esperada do público, a intenção é ampliar a programação. A partir de dezembro, o grupo pretende avaliar a possibilidade de realizar encontros todos os finais de semana.
Mais do que criar uma agenda musical, o A3 quer construir uma roda.
Porque o pagode tem justamente essa capacidade de aproximar.
Tem música, mas também tem conversa.
Tem lembrança.
Tem amizade.
Tem gente chegando sozinha e saindo acompanhada.
Tem aquela canção que alguém não ouvia há anos e que, de repente, devolve uma lembrança inteira.
Um convite para Imbituba
O primeiro encontro do projeto acontece neste domingo, 6 de setembro, às 16h, na Arena Cultural, na véspera do feriado.
A entrada custa R$ 10.
E talvez seja exatamente esse o espírito que o A3 quer levar para a cidade: um pagode sem cerimônia, feito para cantar, dançar, reencontrar amigos e celebrar a música.
No palco estarão três homens com histórias diferentes, mas com algo em comum: a vontade de fazer o pagode continuar vivo, presente e próximo das pessoas.
E se depender deles, esse é apenas o começo.
O JPC valoriza quem faz a cultura acontecer
O Jornal Popular Catarinense conversou com José Luiz, integrante e um dos idealizadores do projeto A3, para conhecer de perto a história que está por trás desse novo movimento do pagode em Imbituba.
Para o JPC, apoiar e divulgar iniciativas culturais locais é também reconhecer quem movimenta a cidade através da arte, da música e do trabalho.
O A3 chega com uma proposta simples, afetiva e genuinamente popular: juntar pessoas em torno da música e fazer da cultura um espaço de encontro.
E talvez seja essa a essência de um bom pagode:
três músicos, muitos amigos e uma roda que ainda está só começando.
Serviço
📅 Domingo, 6 de setembro
⏰ 16h
📍 Arena Cultural — Imbituba
🎟️ Entrada: R$ 10
🎶 Atração: Grupo A3 — É no Pagode
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Autoria original: Gladis Helena Santiago
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